Enfermeiras que se recusaram a compartilhar vestiário com mulher trans vencem na justiça

Tribunal do Reino Unido decide a favor de grupo de 26 enfermeiras em disputa sobre vestiários de uso exclusivo feminino com homem biológico.

Fonte: Guiame, com informações do Evangelical Times e PremierAtualizado: quarta-feira, 28 de janeiro de 2026 às 16:32
As enfermeiras de Darlington relatam caso para o Christian Legal Centre. (Captura de tela/YouTube/Christian Concern)
As enfermeiras de Darlington relatam caso para o Christian Legal Centre. (Captura de tela/YouTube/Christian Concern)

Um tribunal trabalhista do Reino Unido decidiu, em meados de janeiro, que um grupo de enfermeiras do Darlington Memorial Hospital teve seus direitos violados pelo empregador ao ser obrigado a compartilhar vestiários exclusivos para mulheres com uma pessoa do sexo masculino que se identifica como mulher trans.

As profissionais, conhecidas como “Enfermeiras de Darlington”, foram representadas pelo Christian Legal Centre, liderado por Andrea Williams, que explicou:

“No total, 26 enfermeiras expressaram preocupação com o uso do vestiário feminino por um homem, incluindo relatos de comportamento inadequado por parte dele. Algumas tinham experiências traumáticas no passado que tornaram a situação ainda mais difícil para elas. Mas a resposta do hospital foi simplesmente: ‘ampliem sua mentalidade’”.

Segundo Andrea, era a mentalidade do hospital que precisava ser ampliada.

“O comportamento do hospital foi ultrajante. Mas, infelizmente, bastante comum”, afirmou.

Ela explica que apesar de muitos de seus funcionários serem cristãos, o NHS há muito tempo é uma das instituições mais dominadas por políticas que minam a fé cristã daqueles que trabalham nela.

“A instituição de saúde poderia simplesmente ter pedido ao homem para usar uma sala separada para se trocar. Mas suas políticas pró-transgênero míopes a levaram a acreditar que até mesmo levantar a questão seria discriminá-lo”, disse.

Verdade deve prevalecer

Cristãos em todo o país devem estar atentos: a verdade, quando expressa com graça, ainda pode prevalecer mesmo nos ambientes mais hostis.

O Tribunal tomou o cuidado de não criticar o médico transgênero envolvido na disputa, chegando a afirmar que o NHS Trust agiu de forma “bem‑intencionada” em suas políticas, embora, no fim das contas, de maneira equivocada.

Em sua decisão, o tribunal concluiu que a política do NHS Trust criou um ambiente de trabalho hostil, intimidante, humilhante e degradante para as enfermeiras que se opuseram ao uso do vestiário pelo trans.

O tribunal entendeu que o Trust violou a dignidade dessas profissionais e praticou discriminação indireta ao não levar a sério as preocupações apresentadas sobre privacidade e condições de trabalho.

Organizações como a Christian Legal Centre apoiaram as enfermeiras de Darlington, argumentando que políticas de “inclusão” forçada acabam por prejudicar a privacidade e a dignidade de mulheres em espaços considerados por lei como exclusivos para o sexo feminino.

Recentemente, outro caso de grande repercussão também terminou em vitória.

A enfermeira Jennifer Melle, conhecida por seu firme posicionamento cristão em um episódio polêmico no NHS, o serviço público de saúde britânico, teve todas as acusações oficialmente retiradas.

Segundo com a Evangelical Times, o trabalho do Christian Legal Centre foi fundamental para “garantir um resultado que não apenas protege as mulheres, mas fortalece o princípio mais amplo de que os cidadãos não devem ser coagidos a afirmar ideologias contestadas contra sua consciência.”

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