Escritor que disse ‘evangélico não tem que votar’ é indiciado por discriminação religiosa

A Polícia Civil do Rio Grande do Sul enquadrou a fala de Eduardo Bueno em vídeo como discriminação religiosa contra os evangélicos.

Fonte: Guiame, com informações de Gazeta do PovoAtualizado: sexta-feira, 8 de maio de 2026 às 17:48
Eduardo Bueno. (Foto: Reprodução/YouTube/Buenas Ideias).
Eduardo Bueno. (Foto: Reprodução/YouTube/Buenas Ideias).

O historiador e escritor Eduardo Bueno, conhecido como “Peninha”, foi indiciado pela Polícia Civil do Rio Grande do Sul pelo crime de discriminação religiosa contra pessoas evangélicas, na quinta-feira (7).

Em fevereiro, a polícia instaurou um inquérito para investigar o escritor após ele afirmar que “evangélico não tem que votar” em um vídeo em seu canal no YouTube.

Segundo a Gazeta do Povo, o delegado Vinicius Nahan, responsável pelo caso, informou que concluiu a investigação através da análise do vídeo e classificou a conduta como infração da Lei Federal 7.716/89, que define os crimes de preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional.

“A discriminação por motivação religiosa feita pela internet tem o entendimento que o fato de ter defendido a retirada de direitos políticos de um grupo social em razão de sua religião configura o crime de preconceito religioso, que não está protegido pela liberdade de expressão”, afirmou o delegado Vinicius.

Vídeo removido

A polícia relatou que o vídeo “Com Mil Raios” foi removido da plataforma após uma decisão judicial.

No vídeo compartilhado em janeiro, Peninha zombou do incidente onde um raio caiu em uma manifestação do deputado federal Nikolas Ferreira.

Em seguida, o escritor disse que os evangélicos deveriam ser proibidos de votar nas eleições.

“Evangélico tem que ficar no culto, tem que ficar pastando junto com o pastor. Devia ser proibido evangélico votar, porque eles não votam para pastor! Por que eles têm que votar para vereador, para deputado estadual, etc?”, afirmou.

Inquérito no Ministério Público

Após a conclusão da investigação, o inquérito da Polícia vai para o Ministério Público que irá decidir se segue ou não para uma denúncia judicial.

A fala de Eduardo Bueno também está sendo investigada pela Polícia Federal de Porto Alegre. 

No início de fevereiro, o deputado estadual Leonardo Siqueira (NOVO) também protocolou uma representação no Ministério Público de São Paulo (MP-SP), pedindo uma investigação por possível "discurso de ódio" e “intolerância religiosa”.

Eduardo Bueno possui uma histórico de ataques contra personalidades de direita. Ele chegou a comemorar o assassinado do ativista conservador Charlie Kirk e desejou a morte de Olavo de Carvalho, do músico Roger Moreira, do Ultraje a Rigor, e da deputada estadual Ana Campagnolo (PL).

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