Estado Islâmico planeja ataques contra alvos ocidentais no mês do Ramadã

"Se um de vocês esperam chegar ao Estado Islâmico, queremos que estejam em seu lugar, para castigar os cruzadores [cristãos ocidentais] dia e noite", diz uma mensagem divulgada pelo porta-voz do grupo terrorista.

Fonte: Guiame, com informações do Christian TodayAtualizado: domingo, 22 de maio de 2016 12:40
Militante do Estado Islâmico. (Foto: Reuters)
Militante do Estado Islâmico. (Foto: Reuters)

O seguidores do Estado Islâmico estão recebendo ordens para lançar ataques contra alvos ocidentais durante o mês do Ramadã, celebrado em junho.

Um arquivo de áudio, publicado online no último sábado (21) e distribuído pelas contas do Twitter - que normalmente o Estado Islâmico usa para dar seus avisos - confirma o pedido aos seguidores do grupo, gravado pelo porta-voz do EI, Abu Muhammad al-Adnani.

"Ramadã, o mês da conquista e da jihad. Prepare-se... prepare-se para torná-lo um mês de destruição em todos os lugares para os não-crentes ... especialmente os guerreiros e suportes do califado na Europa e na América", diz a mensagem, sugerindo ataques contra alvos militares e civis.

"A menor ação que você fizer no seu coração é melhor e mais duradoura para nós do que o que você poderia fazer se estivesse com a gente. Se um de vocês esperam chegar ao Estado Islâmico, queremos que estejam em seu lugar, para castigar os cruzadores [cristãos] dia e noite", disse Adnani.

O grupo militante, que procura estabelecer um califado em todo o Oriente Médio e também no Ocidente, reivindicou ataques fatais contra civis no ano passado, na França, Bélgica e Estados Unidos.

A mensagem não fez menção ao vôo EgyptAir, que caiu no Mediterrâneo, na última quinta-feira em circunstâncias inexplicáveis, apesar das especulações de funcionários egípcios, franceses e americanos que um ataque jihadista foi a causa mais provável.

A coalizão liderada pelos Estados Unidos, que também inclui países europeus e árabes, lançou uma campanha de ataques aéreos contra Estado Islâmico no Iraque e na Síria em 2014, depois que os militantes tomaram vastas áreas de território nesses países.

"Seus planos não fazem distinção entre civis e combatentes, homem ou mulher", diz a mensagem de áudio continuou, em aparente referência aos ataques lançados pela coalizão.

 

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