França teve mais de 1.000 ataques a igrejas e símbolos cristãos em apenas um ano

Analisando somente os ataques a igrejas, estes crimes estão ocorrendo em uma média de dois por dia no país.

fonte: Guiame, com informações do GateStone Institute

Atualizado: Quarta-feira, 17 Abril de 2019 as 9:30

Policial se posiciona diante de igreja na França. (Foto: SEBASTIEN BOZON/AFP/Getty)
Policial se posiciona diante de igreja na França. (Foto: SEBASTIEN BOZON/AFP/Getty)

O recente incêndio que causou sérios danos à catedral de Notre Dame, em Paris, novamente levanta questões e suspeitas sobre a possibilidade da tragédia ter sido causada por um ataque terrorista. Apesar das autoridades francesas já terem descartado essa linha de investigação, fatos recentes, como apoiadores do Estado Islâmico celebrando o acontecimento, mantêm a suspeita em alta.

Fato é que, sendo ou não um ato de terrorismo, o incêndio em Notre Dame fez com que a grande mídia e boa parte do mundo voltasse seus olhos para França, mas ainda não revelou um contexto alarmante de ataques a igrejas, não somente francesas, mas em toda a Europa Ocidental.

Apenas na França, em média de duas igrejas são profanadas todos os dias. Segundo o site de notícias alemão PI-News, 1.063 ataques a igrejas ou profanações de símbolos cristãos (crucifixos, figuras, estátuas) foram registrados na França em 2018. Isso representa um salto de 17% em relação ao ano anterior (2017), quando foram registrados 878 ataques — o que significa que esses ataques estão indo de mal a pior.

"Quase ninguém escreve ou fala sobre os crescentes ataques a símbolos cristãos. Há um silêncio eloquente, tanto na França quanto na Alemanha em relação ao escândalo das profanações e à origem dos perpetradores. Nem uma palavra, nem mesmo o menor indício que de alguma maneira poderia levar à suspeita sobre os migrantes... Não são os perpetradores que correm o risco de serem mal vistos e sim aqueles que ousam associar a profanação dos símbolos cristãos à chegada de imigrantes. Eles são acusados de ódio, discurso de incitamento ao ódio e racismo", informou um artigo do jornal PI News, publicado no dia 24 de março de 2019.

Segundo o site, vândalos estão profanando, defecando e incendiando igrejas por toda a Europa Ocidental.

Somente nos meses de fevereiro e março, das muitas profanações ocorridas em igrejas da França, ocorrências em quatro templos foram registradas pela mídia local, sendo que alguns deles sofreram ataques seguidos neste período. As igrejas atacadas foram as seguintes:

  • Vândalos saquearam a igreja ‘Notre-Dame des Enfants’, em Nîmes, desenharam uma cruz com fezes humanas e jogaram a hóstia no lixo. (Fonte: France 3 Occitanie)
  • A Igreja de São Nicolau em Houilles foi profanada em três ocasiões diferentes em fevereiro. Nos ataques, uma estátua do século XIX da Virgem Maria, considerada "irrecuperável," foi "totalmente pulverizada", afirmou um clérigo e uma cruz que estava pendurada foi jogada ao chão. (Fonte: Le Parisien)

  • Vândalos também profanaram e arrebentaram cruzes e estátuas na catedral de Saint-Alain, em Lavaur, mutilaram de forma grotesca os braços de uma imagem de Jesus Cristo crucificado. Além disso, eles também atearam fogo em uma toalha do altar do templo. (Fonte: LaPedeche)

  • No dia 17 de março, criminosos também incendiaram a Igreja de St. Sulpice, em Paris, logo após a missa realizada comumente ao meio-dia, do domingo. (Fonte: Le Parisien)

Contexto semelhante na Alemanha

Na Alemanha, relatos da mídia local também mostram que os ataques às igrejas são uma dura realidade enfrentada pelos cristãos germânicos. Quatro igrejas foram profanadas e / ou incendiadas no país, somente no mês de março.

"Há uma guerra gradual e constante contra tudo o que simboliza o cristianismo: ataques a cruzes no alto das montanhas, a estátuas sagradas na beira das estradas, a igrejas... e ultimamente também a cemitérios", explicou o PI News.

O site caracterizou os cenários deixados pela maioria dos vândalos durante os ataques.

"Cruzes são quebradas, altares destruídos, Bíblias incendiadas, pias batismais derrubadas e as portas das igrejas pichadas com expressões islâmicas do tipo 'Allahu Akbar", apontou o artigo.

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