
Luciano Victor Melo de Sousa, de 38 anos, conhecido como Bruxo Paulo Padilha e fundador da chamada “Igreja de Lúcifer” no Ceará, foi morto a tiros na manhã da última quinta-feira (20), em Fortaleza.
Segundo ele afirmava, a instituição era a primeira do tipo no Ceará e funcionava desde 2023. Nas redes sociais, Luciano também se apresentava como “bispo satânico”.
Praticante da chamada quimbanda luciferiana, ele divulgava nas redes sociais registros de rituais, cerimônias e práticas de magia.
Como foi o crime
Também proprietário de bares, Luciano estava acompanhado de um homem de 21 anos quando o pneu do carro em que estavam furou. Os dois pararam em uma oficina mecânica para realizar o reparo.
Segundo informações divulgadas pelo g1, enquanto aguardavam o serviço, um homem em uma motocicleta se aproximou e efetuou vários disparos contra eles.
Luciano foi atingido na cabeça e no abdômen e morreu no local. O acompanhante também foi baleado na cabeça e levado em estado grave ao Instituto Doutor José Frota (IJF).
O crime aconteceu no cruzamento da Avenida 13 de Maio com a Rua Barão do Rio Branco, no Bairro de Fátima, em Fortaleza.
Suspeito preso
Horas depois do assassinato, a Polícia Civil do Ceará prendeu em flagrante um homem de 25 anos suspeito de envolvimento no ataque.
A prisão ocorreu no Bairro Farias Brito. Com ele, os agentes apreenderam uma pistola, um revólver, munições, uma motocicleta e roupas que teriam sido utilizadas no crime.
O suspeito deve responder por homicídio consumado, tentativa de homicídio e posse ilegal de arma de fogo. As investigações continuam para identificar outros possíveis envolvidos e esclarecer a motivação do ataque.
Possível ligação com facção
Uma das linhas investigadas pela polícia é a possibilidade de o ataque ter relação com uma facção criminosa.
Conforme informações obtidas pelo Diário do Nordeste a partir de documentos da investigação, familiares de Luciano relataram em depoimento que o homem que o acompanhava teria dívidas relacionadas a drogas e estaria sendo ameaçado de morte.
De acordo com o jornal, a suspeita é de que o ataque possa ter sido ordenado pelo Comando Vermelho (CV) em razão dessas dívidas. A hipótese, porém, ainda está sob investigação e não representa uma conclusão oficial sobre a motivação do crime.
Em março de 2025, Luciano havia sido preso em flagrante após uma ocorrência em um de seus estabelecimentos. Posteriormente, tornou-se réu por crimes como ameaça, desacato, corrupção ativa e injúria, segundo informações divulgadas pela imprensa.
A 5ª Delegacia do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) segue responsável pelas investigações do caso.
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