Gravação revela possível estratégia de Dilma e Lula contra Lava Jato, confira

No despacho em que libera as gravações, Moro afirma que, “pelo teor dos diálogos gravados, constata-se que o ex-Presidente já sabia ou pelo menos desconfiava de que estaria sendo interceptado pela Polícia Federal, comprometendo a espontaneidade e a credibilidade de diversos dos diálogos”.

Fonte: Guiame, com informações da BBCAtualizado: quinta-feira, 17 de março de 2016 02:08
Dilma e Lula estiveram no foco das manchetes nesta quarta-feira, 16, devido à divulgação de uma gravação sobre o termo de posse do ex-presidente para sua nomeação a ministro da Casa Civil (Foto: Ernesto Rodrigues / Folhapress)
Dilma e Lula estiveram no foco das manchetes nesta quarta-feira, 16, devido à divulgação de uma gravação sobre o termo de posse do ex-presidente para sua nomeação a ministro da Casa Civil (Foto: Ernesto Rodrigues / Folhapress)

Nesta quarta-feira (16), o juiz Sergio Moro, responsável pelas investigações da Operação Lava Jato em 1ª instância, quebrou o sigilo sobre informações coletadas na 24ª etapa da operação na e divulgou os áudios, que poderiam ser usados como uma das provas de que a nomeação de Lula como ministro da Casa Civil realmente teria sido uma estratégia para proteger o ex-presidente e evitar que ele fosse alvo das investigações.

No despacho em que libera as gravações, Moro afirma que, “pelo teor dos diálogos gravados, constata-se que o ex-Presidente já sabia ou pelo menos desconfiava de que estaria sendo interceptado pela Polícia Federal, comprometendo a espontaneidade e a credibilidade de diversos dos diálogos”.

Antes mesmo da imprensa divulgar os áudios, milhares de manifestantes já se posicionavam em frente ao Planalto, aos gritos de "Renuncia, Renuncia" e protestavam contra nomeação de Lula a ministro.

No telefonema gravado, Dilma avisa para Lula que está enviando para ele o “termo de posse” e ainda recomenda que ele guarde o documento, para utilizá-lo apenas “em caso de necessidade”.

Confira a gravação da ligação entre Lula e Dilma, clicando abaixo:


Reação
O Palácio do Planalto divulgou uma nota, em repúdio à divulgação do arquivo de áudio e afirmando que esta atitude de Sergio Moro significa uma "afronta direitos e garantias da Presidência da República".

Buscando justificar a antecipação da chegada do documento às mãos de Lula, o governo destacou que "uma vez que o novo ministro, Luiz Inácio Lula da Silva, não sabia ainda se compareceria à cerimônia de posse coletiva, a Presidenta da República encaminhou para sua assinatura o devido termo de posse. Este só seria utilizado caso confirmada a ausência do ministro".

Ainda segundo a nota emitida pela assessoria da presidente da República, o governo entrará com uma ação judicial contra Moro.

"Todas as medidas judiciais e administrativas cabíveis serão adotadas para a reparação da flagrante violação da lei e da Constituição da República, cometida pelo juiz autor do vazamento", diz o texto.


Posicionamento
Em sua página oficial do Facebook, o deputado federal licenciado e Secretário de Turismo de São Paulo, Roberto de Lucena postou um vídeo, comentando o "momento político delicado que o Brasil vive".

"Hoje, dia 16 de março de 2016 acabou se tornando um dos dias mais tristes para a nossa nação. [...] Eu fico muito preocupado, porque nós estamos diante do maior escândalo de corrupção da história do mundo", destacou.

Clique no vídeo abaixo para conferir a declaração completa de Lucena:

 

Pr Roberto de Lucena, voltando de Brasília, fala da gravidade do momento nacional diante da nomeação do ex presidente Lula como ministro da Casa Civil.

Publicado por Dep Roberto de Lucena em Quarta, 16 de março de 2016
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