Jovem sobrevive a acidente que deixou 23 mortos no PR: ‘Não tem explicação, a não ser Deus’

João Miguel Pereira, de 22 anos, sofreu apenas ferimentos no rosto após grave colisão entre um micro-ônibus e uma carreta na BR-373.

Fonte: Guiame, com informações do g1Atualizado: terça-feira, 25 de agosto de 2026 às 15:24
João Miguel Pereira foi um dos cinco sobreviventes do acidente que deixou 23 mortos no Paraná. (Captura de tela/YouTube/Jovem Pan)
João Miguel Pereira foi um dos cinco sobreviventes do acidente que deixou 23 mortos no Paraná. (Captura de tela/YouTube/Jovem Pan)

João Miguel Pereira, de 22 anos, está entre os cinco sobreviventes do grave acidente envolvendo um micro-ônibus e uma carreta que, na madrugada de quarta-feira (19), deixou 23 mortos na BR‑373, em Ipiranga, região dos Campos Gerais do Paraná.

Apesar da violência da batida, João teve apenas ferimentos no rosto e precisou levar alguns pontos na sobrancelha. Poucas horas depois, recebeu alta e já está em casa, junto da família.

Ao falar sobre a tragédia, o jovem atribuiu a Deus sua sobrevivência.

“É uma alegria poder estar aqui com a minha família por mais um dia”, disse João, após lamentar as vidas perdidas no acidente.

“Para o futuro, eu não sei bem o que me espera, mas deve ser alguma coisa muito grande, porque eu ter sobrevivido a um acidente nessa magnitude não tem explicação, a não ser Deus. Eu não sei como vai ser minha vida daqui para frente”, acrescentou.

Oração antes do acidente

João contou que, antes de iniciar a viagem, sentiu uma ansiedade que não conseguia explicar.

Depois de entrar no micro-ônibus, o estudante decidiu orar e, em seguida, adormeceu. Ele só despertou após a colisão, quando já estava fora do veículo.

“Fiz uma oração e capotei no ônibus. Quando eu acordei, eu já estava fora do ônibus, depois do acidente”, relatou.

Ao perceber a dimensão da tragédia, uma das primeiras atitudes de João foi entrar em contato com a mãe, Nilza de Jesus. Ele queria tranquilizá-la antes que ela soubesse do acidente por outras pessoas.

Nilza contou que perguntou ao filho se alguém havia morrido. Segundo ela, João respondeu: “Mãe, morreu todo mundo. O ônibus está igual um papel”.

O jovem também disse que não enviaria imagens do local para não assustar sua mãe.

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