Líder número 1 da perseguição aos cristãos, Kim Jong-un pode estar entre a vida e a morte

Segundo a CNN, a inteligência americana "monitora" a informação sobre o estado de saúde do ditador norte-coreano.

fonte: Guiame, com informações do Globo e CNN

Atualizado: Terça-feira, 21 Abril de 2020 as 9:09

O ditador norte-coreano, Kim Jong-un. (Foto: Reprodução/Reuters)
O ditador norte-coreano, Kim Jong-un. (Foto: Reprodução/Reuters)

A emissora americana CNN noticiou que o ditador norte-coreano Kim Jong-un pode estar em estado grave após cirurgia. As condições de saúde do ditador de 36 anos seriam agravadas pela obesidade, tabagismo e excesso de trabalho, segundo fontes.

A notícia se espalhou velozmente na noite desta segunda-feira (20), com grande parte da mídia internacional noticiando que Kim Jong-un precisou passar por um procedimento cardiovascular no início deste mês, cirurgia que teria tido complicações.

De acordo com a Lista Mundial de Perseguição da Portas Abertas, a Coreia do Norte é o país número um a ocupar o relatório como o lugar mais difícil para um cristão viver.

A pesquisa feita pela Portas Abertas divide os países da lista em níveis de perseguição: Extrema, Severa e Alta, além de pontuar cada um de acordo com os tipos e fontes de perseguição, de acordo com as hostilidades enfrentadas pelos cristãos. A Coreia do Norte é classificada como perseguidor de cristãos em nível extremo.

Desde de 2002 – e este ano não foi diferente – a Coreia do Norte encabeça a lista. Com mais de 300 mil cristãos secretos, o país mantém cerca de 30% de cristãos presos por motivos religiosos.

Fatores como a violência com que cristãos foram tratados, leis internas, pressões física e psicológica, fechamento e depredação de igrejas, lojas e residências de cristãos são fatores determinantes para que esses países sejam posicionados nessa lista.

Violência

O Centro de Banco de Dados para os Direitos Humanos da Coreia do Norte (NKDB) entrevistou 11.730 desertores norte-coreanos que conseguiram fugir para a Coreia do Sul.

Segundo os desertores que fogem para a Coreia do Sul, 75% dos norte-coreanos perseguidos morrem por causa da fé.

Praticar qualquer religião que não seja sancionada pelo governo é punível com a pena morte na Coreia do Norte. De fato, 100% de todos os desertores entrevistados disseram que não há liberdade religiosa no país.

Além disso, 98% dos desertores disseram que as únicas instalações para o culto estão localizadas em Pyongyang e estão simplesmente lá como uma exibição para turistas.

Os desertores também disseram que 80% dos presos sob custódia do Estado desaparecem e seu paradeiro permanece desconhecido.

Os ministérios de perseguição cristã defenderam ações a serem tomadas para investigar os abusos dos direitos humanos perpetrados pela Coréia do Norte.

No mês passado, o ministério Christian Solidarity Worldwide (CSW) divulgou um relatório expressando profunda preocupação com a perseguição que muitos enfrentam na Coreia do Norte.

A CSW defendeu o lançamento de uma Comissão de Inquérito das Nações Unidas para investigar mais os crimes do país.

Alerta

A ausência do líder norte-coreano na cerimônia de aniversário do fundador do país e seu avô, Kim Il-sung, em 15 de abril, a data mais importante do calendário político do país, acendeu um alerta de algo não estava bem com Kim Jong-un.

O Daily NK, um site especializado administrado principalmente por desertores norte-coreanos, citou fontes não identificadas dentro do Estado isolado dizendo que Kim está se recuperando em uma casa de campo no condado de Hyangsan, no Monte Kumgang, na costa leste, depois de passar por um procedimento em 12 de abril em um hospital de lá.

Relatos de dentro da Coreia do Norte são notoriamente difíceis de checar, especialmente em questões relacionadas à liderança do país, devido a um rígido controle das informações.

Uma fonte do Partido Comunista Chinês disse à Reuters que a China não acredita que Kim esteja em estado grave. Duas fontes do governo da Coreia do Sul disseram extra-oficialmente que não é verdade que Kim esteja muito doente e que não há sinais incomuns vindos de Pequim.

O Ministério da Unificação da Coreia do Sul, que lida com assuntos inter-coreanos, se recusou a comentar o relatório. Segundo a agência sul-coreana Yonhap, autoridades da Coreia do Sul "não notaram nenhuma tendência" ligada a uma "anormalidade de saúde" de Kim.

Segundo a CNN a inteligência americana "monitora" essa informação sobre o estado de saúde de Kim.

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