Merkel afirma que fluxo de imigrantes vai diminuir na Alemanha

Na última segunda-feira (7), a líder havia dito que “a imigração pode enriquecer a Alemanha para aprender mais sobre o cristianismo”, atentando para a crescente inquietação em sua coalizão sobre o afluxo de quase um milhão de migrantes este ano na Alemanha.

Fonte: Guiame, com informações da AFPAtualizado: segunda-feira, 14 de dezembro de 2015 18:59
Angela Merkel
Angela Merkel

Angela Merkel, a chanceler da Alemanha, afirmou que vai diminuir o número de imigrantes que chegam ao país. A informação foi dita durante um congresso de seu partido, o União Democrata Cristã. Merkel ainda disse estar confiante de que a Europa superará esse "teste histórico".

Na última segunda-feira (7), a líder havia dito que “a imigração pode enriquecer a Alemanha para aprender mais sobre o cristianismo”, atentando para a crescente inquietação em sua coalizão sobre o afluxo de quase um milhão de migrantes este ano na Alemanha. Leia mais sobre essa matéria aqui.

Sabe-se que a Alemanha deve receber cerca de 1 milhão de imigrantes neste ano. Merkel insistiu que "nós gerenciaremos isso", mas alguns membros do bloco conservador pedem uma abordagem mais dura diante da questão. A chanceler disse que sua decisão no início de setembro de permitir a entrada dos imigrantes que estavam presos na Hungria foi "um imperativo humanitário.

Angela afirmou que pretende manter as diretrizes políticas na questão humana, mas notou que tem como meta a redução no número de refugiados. "Nós queremos, e iremos, reduzir consideravelmente o número de refugiados, porque isso é do interesse de todos", disse a chanceler.

Religiosa

Merkel, filha de um pastor protestante que cresceu na Alemanha Oriental comunista, se manteve fiel à sua mensagem para acomodar os refugiados, apesar da forte pressão dentro de seu governo de coalizão para deter o fluxo.

Em Ela descreveu a integração como um processo de duas vias e uma "união" dos migrantes e aqueles já vivem na Alemanha. "Se alguém tem de olhar novamente para a Bíblia, porque se fala com alguém sobre o Alcorão, que não é uma coisa ruim, como os alemães não são tão bem versados na Bíblia como fazem às vezes para fora", acrescentou.

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