
Na última terça-feira (28), em meio ao desespero provocado pela passagem de um tornado no Rio Grande do Sul, uma mulher comoveu internautas ao fazer uma oração pedindo ajuda a Deus enquanto o fenômeno avançava sobre a região.
"Meu Deus, nosso Senhor, aonde vamos nos esconder? Pai, Pai, cuida de nós, Pai! Pai, cuida de tudo e de todos, Senhor!", clamou a moradora enquanto registrava os ventos intensos que atingiam o município de Giruá.
Em diversos vídeos nas redes sociais é possível ver a força do fenômeno que atingiu os municípios de Giruá, Sete de Setembro e Senador Salgado Filho, na Região Noroeste do estado.
O tornado destruiu propriedades, derrubou árvores e provocou pânico entre moradores. Segundo internautas, as imagens pareciam “cenas de filme”.
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Segundo a Defesa Civil Regional, em Giruá, quatro pessoas ficaram feridas, sendo uma delas internada. Além disso, quatro residências sofreram danos severos, além da queda de inúmeras árvores.
No município, o tornado atingiu principalmente as comunidades de Rincão dos Coimbras, Rincão dos Mellos, Rincão dos Ribeiros, Amaral e Melgarejo.
Já em Senador Salgado Filho, pelo menos 12 casas foram atingidas, com registros de destelhamentos, queda de árvores e danos à rede elétrica, afetando cerca de 50 pessoas.
Apesar de a Defesa Civil ter emitido um alerta para tempestades severas, o tornado não foi identificado previamente pelos sistemas de monitoramento devido às limitações do radar utilizado.
‘Caos no Rio de Janeiro’
Enquanto o Rio Grande do Sul enfrentava os efeitos do tornado, uma frente fria provocou ventanias intensas em outras regiões do país.
No Rio de Janeiro, rajadas superiores a 100 km/h deixaram milhares de moradores sem energia elétrica, derrubaram árvores, interromperam a circulação do metrô e dos trens e causaram diversos transtornos em diferentes bairros.
Segundo o Centro de Operações e Resiliência da Prefeitura do Rio (COR), a capital entrou em Estágio 2, o segundo em uma escala de cinco níveis, que indica risco de ocorrências de alto impacto.
Até a noite da última quarta-feira (29), o Corpo de Bombeiros havia registrado 158 ocorrências relacionadas à ventania, entre quedas de árvores, salvamentos e desabamentos.
Os fortes ventos no Rio também provocaram duas mortes. Entre as vítimas está o ex-jogador do Botafogo Tássio Maia dos Santos, que morreu aos 41 anos após o desabamento de um muro no bairro de Santa Teresa. Um pescador também segue desaparecido após o naufrágio de uma embarcação em Mambucaba.
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Nas redes sociais, vídeos mostram os estragos causados pela ventania. Em um condomínio na Barra da Tijuca, três funcionários ficaram presos em um andaime que foi arremessado contra o prédio pela força do vento. Segundo moradores, os homens foram resgatados sem ferimentos.
Em Niterói, na região metropolitana, o vento arrastou um homem que tentava atravessar a rua, na praia de Icaraí. Por causa das condições climáticas, algumas igrejas também cancelaram seus cultos.
A frente fria que avançou de São Paulo também atingiu a região Sul do estado, especialmente os municípios de Paraty e Angra dos Reis.
Segundo a Defesa Civil, o Rio permanece em alerta amarelo e ainda há previsão de rajadas de vento de intensidade moderada ao longo desta quinta-feira (30). A população deve permanecer atenta às orientações das autoridades.
Ventania também causa estragos em São Paulo
Em São Paulo, a ventania também provocou diversos transtornos. Rajadas superiores a 110 km/h foram registradas no litoral, provocando destelhamentos, queda de árvores e o fechamento temporário do Porto de Santos.
No estado, ao menos três pessoas morreram. Em Santos, um homem morreu após ser atingido por uma árvore. Em São Sebastião, um homem perdeu a vida após o naufrágio de um barco de pesca durante a tempestade. A terceira vítima foi um motorista em Cesário Lange, após uma árvore cair sobre seu veículo.
As condições climáticas também afetaram o fornecimento de energia elétrica e provocaram cancelamentos e alterações de voos no Aeroporto de Congonhas, além de desvios de aeronaves em Guarulhos.
Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências Climáticas da Prefeitura de São Paulo (CGE), a instabilidade deve continuar nos próximos dias, mas com menor intensidade. Enquanto isso, equipes da Defesa Civil seguem monitorando as áreas atingidas.
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