‘Não tema aos homens, tema a Deus’, diz pastor que foi preso por fazer culto no Canadá

Tim Stephens, pastor da Fairview Baptist Church em Calgary, foi libertado em 1º de julho, mais de duas semanas após ser preso por realizar cultos presenciais.

Fonte: Guiame, com informações do Christian HeadlinesAtualizado: quinta-feira, 8 de julho de 2021 às 18:54
Pastor Tim Stephens pregando no início de 2021. (Foto: Fairview Baptist Church/YouTube)
Pastor Tim Stephens pregando no início de 2021. (Foto: Fairview Baptist Church/YouTube)

Um pastor canadense que foi libertado da prisão na semana passada disse à sua igreja no domingo (4) que foi fortalecido pelo apoio e orações de cristãos ao redor do mundo.

Tim Stephens, pastor da Fairview Baptist Church em Calgary, foi libertado em 1º de julho, mais de duas semanas após ser preso por realizar cultos presenciais, contrariando as rígidas restrições de saúde da província de Alberta pela Covid-19.

Com a soltura do pastor, o templo da igreja também foi liberado da apreensão do governo. Segundo a polícia, que usou um helicóptero para descobrir o local de culto “clandestino”, os membros se reuniam em um “local não revelado” para adorar e ouvir a pregação de Stephens.

“Estivemos na prisão por 17 noites e 18 dias”, disse Stephens, emocionado, durante seu sermão. “E quando você fica lá por tanto tempo escrevendo, você tem muito em que pensar e quero compartilhar agora.”

O Centro de Justiça para as Liberdades Constitucionais (JCCF), uma organização canadense de defesa legal que representou Stephens, criticou o governo de Alberta por prender não apenas Stephens, mas também dois outros pastores.

“A perseguição do governo aos cristãos pelo 'crime' de se reunir pacificamente para a adoração não será, e não deve ser esquecida”, disse Jay Cameron, diretor de litígio do JCCF.

Com lágrimas nos olhos, Stephens disse à congregação que estava “animado porque muitos de vocês foram fortalecidos e encorajados em sua fé”. Ele acrescentou: “A cada dia, Deus me sustentava e a cada dia eu ouvia falar de Seu trabalho entre vocês e no mundo”.

Stephens pregou com base em Mateus 10, no qual Jesus disse aos discípulos que eles enfrentariam perseguição. “Este texto fala sobre essa oposição que as pessoas enfrentam ao defender o Senhor Jesus Cristo”, disse o pastor.

“As últimas 17 noites que passei na prisão me deram oportunidades de declarar a glória de Cristo, por dentro e por fora. Nunca houve um momento na minha vida em que fui tão odiado pelas pessoas. Mas nunca houve um momento na minha vida em que eu me sentisse tão amado pelas pessoas ao mesmo tempo. Não tema os homens. Grite dos telhados que Jesus Cristo é o Rei dos reis”, afirmou.

“Tema a Deus. Jesus disse que Deus é quem vai julgar e Deus é quem vai cuidar de vocês”, acrescentou o pastor.

Em maio, no site de sua igreja, Stephens reconheceu que a Covid-19 é uma enfermidade “séria”, mas argumentou que “a cura não deve ser pior do que a doença”, apontando para problemas de saúde mental e suicídio. Sua igreja não teve uma “única transmissão” de Covid-10, escreveu ele.

Na época, os cultos da igreja eram limitados a apenas 15 pessoas.

“Restringir a igreja a 15 pessoas — o que essencialmente restringe a igreja de se reunir - é contra a vontade de Cristo e contra a consciência de muitos que desejam adorar o Senhor de acordo com Sua palavra”, escreveu o pastor na época.

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