“Nossos direitos não vêm do governo, eles vêm de Deus”, diz Trump na ONU

O presidente dos Estados Unidos anunciou medidas para a proteção da liberdade religiosa em discurso nas Nações Unidas.

fonte: Guiame, com informações da CNN e Fox News

Atualizado: Terça-feira, 24 Setembro de 2019 as 9:21

O presidente dos EUA, Donald Trump, fala durante o evento "Apelo Global para Proteger a Liberdade Religiosa” na sede da ONU em Nova York. (Foto: Reuters/Jonathan Ernst)
O presidente dos EUA, Donald Trump, fala durante o evento "Apelo Global para Proteger a Liberdade Religiosa” na sede da ONU em Nova York. (Foto: Reuters/Jonathan Ernst)

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou novas iniciativas para a proteção da liberdade religiosa na Assembleia Geral das Nações Unidas nesta segunda-feira (23).

Trump anunciou que os EUA irão dedicar “US$ 25 milhões para proteger a liberdade religiosa, locais e relíquias religiosas”. Além disso, o governo Trump irá “formar uma coalizão de empresas americanas para a proteção da liberdade religiosa”.

“Os EUA são baseados no princípio de que nossos direitos não vêm do governo; eles vêm de Deus. Esta verdade imortal é proclamada em nossa Declaração de Independência e consagrada na Primeira Emenda à Declaração dos Direitos de nossa Constituição”, disse Trump em um discurso de cerca de 15 minutos.

Trump disse que é o primeiro presidente dos EUA a sediar esse tipo de reunião e destacou que a liberdade religiosa como uma das prioridades de seu governo.

“Hoje, com uma voz clara, os Estados Unidos da América pedem às nações do mundo que ponham fim à perseguição religiosa. Parem com os crimes contra pessoas de fé”, disse o presidente. “Libertem os prisioneiros de consciência. Revoguem as leis que restringem a liberdade de religião e crença. Protejam os vulneráveis, os indefesos e os oprimidos”.

Além disso, ele pediu “aos governos do mundo que honrassem o eterno direito de todas as pessoas de seguir sua consciência, viver pela fé e dar glória a Deus”.

Também estavam presentes altos membros do governo Trump, como o vice-presidente dos EUA, Mike Pence, a embaixadora dos EUA na ONU, Kelly Craft e o secretário de Estado, Mike Pompeo.

O presidente citou vários casos de pessoas afetadas pela perseguição religiosa, como o pastor Andrew Brunson, que ficou preso por dois anos na Turquia. “Fizemos um bom trabalho com essa negociação", disse Trump a Brunson, que estava entre o público.

Os pastores elogiaram a forma como Trump prioriza a questão. “É a primeira vez que um líder de um país se dirige à ONU para falar sobre perseguição religiosa”, disse o pastor Robert Jeffress à Fox News.

“Um terço do mundo vive sob perseguição religiosa, e é notável que o presidente pule uma cúpula da ONU sobre mudanças climáticas, em um problema imaginário, para abordar o problema real da perseguição global contra pessoas que seguem suas crenças”.

Para participar do encontro sobre liberdade religiosa, Trump deixou de participar de uma cúpula sobre mudanças climáticas que aconteceu no mesmo horário na ONU. 

No entanto, ele fez uma breve parada na cúpula para assistir aos discursos do primeiro-ministro indiano, Narendra Modi, e a chanceler alemã, Angela Merkel.

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