
Um pastor brasileiro de 69 anos está entre as vítimas dos terremotos que atingiram a Venezuela, na última quarta-feira (24).
Romildo Batista de Lima morreu após ser atingido por uma parede enquanto tentava se abrigar. Ele estava com a esposa, Carlha Nacarid, visitando familiares em Caracas quando a tragédia aconteceu.
Quatro dias antes, o casal havia celebrado o aniversário de 69 anos de Romildo durante a viagem. Eles tinham retorno ao Brasil previsto para a sexta-feira (26), mas os planos foram interrompidos pelo desastre.
Durante os tremores, Romildo e Carlha tentaram se abrigar, porém uma parede desabou sobre os dois.
O pastor foi resgatado com vida e levado a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos e morreu na madrugada do dia seguinte. Carlha sobreviveu, mas sofreu uma fratura na bacia e permanece internada na Venezuela.
![]()
Romildo e Carlha. (Foto: Reprodução/Redes Sociais)
Natural de Chapada de Minas, no estado de Minas Gerais, Romildo morava em Uberlândia há mais de 10 anos. Embora não estivesse atuando no ministério atualmente, era conhecido como um homem de fé, dedicado à família e apaixonado por viajar.
"Meu tio era uma pessoa muito boa, uma pessoa radiante, que adorava viajar e aproveitar a vida. É muito triste ver pessoas assim perderem a vida dessa forma", disse a sobrinha, Jhulya Ribeiro de Lima, ao g1.
Outra sobrinha do pastor, Isabela de Souza Pedrosa, também lamentou a morte do tio: “Ele era um missionário e amava viajar. Então, para qualquer lugar que ele ia, ele levava a Palavra de Deus. Ele era uma pessoa alegre”.
Família tenta trazer corpo ao Brasil
A família de Romildo soube da tragédia através de uma reportagem na televisão. Então, a irmã do pastor tentou entrar em contato com o casal. Como o celular deles havia sido perdido durante o terremoto, ela não conseguiu falar com eles.
Horas depois, Carlha conseguiu entrar em contato com os parentes e contou o que havia acontecido.
Além de lidar com a perda de Romildo, a família enfrenta outro desafio: conseguir trazer o corpo do pastor de volta ao Brasil para que ele seja sepultado em Uberlândia.
Conforme a sobrinha, Jhulya, os familiares entraram em contato com o Consulado em busca de orientações sobre o translado, mas ainda aguardam a conclusão dos trâmites necessários.
“É muito desesperador porque queremos trazer meu tio, principalmente para fazer um velório digno para ele”, afirmou ela.
Para custear o translado, estimado em cerca de R$ 50 mil, a família iniciou uma campanha de arrecadação online.
O Ministério das Relações Exteriores informou que o translado internacional de um corpo envolve etapas como a emissão de documentos, autorizações sanitárias e a contratação de um serviço funerário especializado.
Além disso, a legislação brasileira não prevê o pagamento dessas despesas pelo governo: “Os custos são pagos pela família ou por redes de apoio que se mobilizam para viabilizar a repatriação”.
“Estamos vivendo dias de muita dor e, agora, enfrentamos um novo desafio: o processo de repatriação do corpo está sendo extremamente burocrático e caro. Fomos informados de que as condições de conservação no local não são as ideais, o que torna essa urgência ainda maior para nós”, informou a família.
“Estamos em contato com a Embaixada do Brasil e com as autoridades venezuelanas, mas os custos do translado internacional — documentação, taxas, transporte e demais procedimentos exigidos — são altos e estão além do que conseguimos arcar neste momento”, concluíram.
Contribua mensalmente
com o GUIA-ME.
Somos um meio de comunicação cristão. Trabalhamos para informar com clareza e exatidão, sustentados por apuração responsável, revisão criteriosa e compromisso editorial.
Não atuamos como influenciadores de opinião, mas como jornalistas comprometidos com a verdade e os princípios de uma cosmovisão cristã.
O Guiame utiliza cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência acordo com a nossa Politica de privacidade e, ao continuar navegando você concorda com essas condições