Senado derruba resolução sobre aborto legal em menores sem a autorização dos pais

A resolução do Conanda facilitaria o aborto em meninas e adolescentes vítimas de estupro, sem a necessidade de boletim de ocorrência ou autorização judicial.

Fonte: Guiame, com informações de Revista Oeste Atualizado: quarta-feira, 3 de junho de 2026 às 13:49
Imagem ilustrativa. (Foto: Jonas Pereira/Agência Senado).
Imagem ilustrativa. (Foto: Jonas Pereira/Agência Senado).

O Senado Federal derrubou uma resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) sobre aborto legal em menores de idade, na terça-feira (2).

O projeto de decreto legislativo (PDL) que anulou a norma do Conanda foi aprovado em votação simbólica no plenário.

O texto, de autoria da deputada Chris Tonietto (PL) e com relatoria da senadora Damares Alves (Republicanos), já havia passado pela Câmara dos Deputados e entrou em vigor imediatamente, sem precisar de sanção do presidente.

A resolução da Conanda, publicada em janeiro de 2025, estabelecia um processo de atendimento rápido para facilitar o aborto legal em meninas e adolescentes vítimas de estupro, sem a necessidade do conhecimento dos pais das menores, boletim de ocorrência ou autorização judicial.

Conforme a medida, todos os agentes do poder público deveriam informar sobre a possibilidade do aborto. Não seria apresentada a possibilidade de deixar o bebê nascer e ser adotado.

O texto também afirmava que "o limite de tempo gestacional para a realização do aborto não possuiria previsão legal", facilitando a interrupção de gravidez até o nono mês.

Responsabilização dos abusadores

A deputada Chris Tonietto afirmou que a derrubada da resolução foi uma vitória, porque representa “um passo muito importante na luta contra a cultura da morte e do descarte”.

“A aprovação do nosso PDL interrompeu o avanço de uma agenda abortista. Uma resolução que não previa limite gestacional, aprovada sem debate legislativo, sem a participação das famílias e sem exigir registro de ocorrência para investigar o estuprador, não era sobre proteção à criança”, declarou.

Segundo ela, a ala conservadora do Congresso quer a “investigação, punição e responsabilização” dos abusadores de menores.

“Até porque quem protege estuprador é quem não quer exigir o boletim de ocorrência para prender o agressor e quem historicamente sempre votou contra o aumento de pena para estuprador”, comentou.

E destacou: “Hoje o Congresso e o povo brasileiro disseram: o bebê tem direito a nascer, toda vida é digna”.

“Lute contra o abuso, não pelo aborto”

A senadora Damares Alves, que havia entrado com uma ação judicial contra a resolução do Conanda em 2025, também celebrou a derrubada.

“Nenhuma menina tem que ser abusada. Com o coração transbordando de alívio e gratidão, celebramos a aprovação do nosso PDL no plenário do Senado!”, afirmou, em postagem no Instagram.

“Desde o início, fiz questão de destacar que esse projeto não é uma guerra de força, mas sim um esforço verdadeiro para dizer que estamos aqui para ajudar o Conanda a construir uma proposta que seja realmente viável e adequada. Nós não suportamos mais a triste realidade do estupro de meninos e meninas no Brasil”.

E ressaltou: “A nossa mensagem ecoou e venceu: Lute contra o abuso, não pelo aborto”.

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