Sobreviventes do comunismo dizem que estão revivendo o regime no Canadá

O movimento “Comboio da Liberdade” contra o passaporte da vacina, organizado por caminhoneiros canadenses, está ganhando apoio da população.

Fonte: Guiame, com informações de CBN NewsAtualizado: quarta-feira, 9 de fevereiro de 2022 15:00
Reunião de pessoas no Canadá. (Foto representativa: Duncan Rawlinson/Flickr)
Reunião de pessoas no Canadá. (Foto representativa: Duncan Rawlinson/Flickr)

No Canadá, o atual movimento conhecido como “Comboio da Liberdade” está chamando a atenção para o exagero do governo e o abuso de poder ao impor medidas de saúde pública como a obrigatoriedade do passaporte da vacina.

Além disso, desde o início da pandemia igrejas em todo o país tiveram pastores presos, instalações trancadas, multas altas e interferência contínua de funcionários do governo. 

Milhares de caminhoneiros canadenses, juntamente com outros apoiadores, chegaram a Ottawa, no mês passado, para protestar contra os mandatos da Covid-19 aplicados pelo líder liberal do país, Justin Trudeau, e pelo Partido Comunista do Canadá.

Cresce o movimento dos caminhoneiros

O número de pessoas que defendem os caminhoneiros cresceu substancialmente nas últimas semanas, o que ficou evidente pelos quase 10 milhões de dólares arrecadados no GoFundMe.

Mesmo que o site de crowdfunding não pretenda mais distribuir fundos para os caminhoneiros, os apoiadores do movimento dizem que continuarão a apoiar o comboio, de acordo com notícias da CBN News. 

A usuária do Twitter, Laura Lynn Tyler Thompson, entrevistou recentemente uma mulher que viajou de Toronto para levar alimento aos caminhoneiros. Ao ser questionada sobre o motivo de ir para Ottawa, a mulher explicou que também buscava a liberdade e que era contra o governo tirânico.

‘Viemos de um país comunista, não queremos mais opressão’

“Nós os apoiamos. Viemos de um país comunista e viemos para cá porque não queríamos mais a opressão. Queríamos viver num país livre. Nos últimos dois anos, estamos vivendo como prisioneiros. Nos dizem para ficar em casa, não ir ao restaurante, não ir à igreja. Isso é inacreditável”, ela compartilhou.

“Durante os tempos do comunismo, nós fomos capazes e livres para ir à igreja e houve momentos aqui em que não podíamos. Eu realmente não aguento mais. Então, eu vou vir aqui com a comida semanalmente, quinzenalmente, a cada dois ou três dias até acabar”, continuou.

Resposta do governo

O prefeito de Ottawa, Jim Watson, declarou estado de emergência na tarde de domingo (6). Embora o objetivo da declaração tenha sido totalmente explicado, um comunicado emitido pelo prefeito mencionou “manifestações em andamento”.

“Declarar um estado de emergência reflete o sério perigo e ameaça à segurança dos moradores representados pelas manifestações em andamento e destaca a necessidade de apoio de outras jurisdições e níveis de governo”, diz o comunicado.

Tanto os Estados Unidos quanto o Canadá impuseram restrições, que estão ligadas à pandemia por Covid-19, para motoristas cruzarem a fronteira. Eles devem apresentar comprovante de vacinação ou cumprir quarentena antes de voltar para casa. 

Os manifestantes pedem o fim das restrições em todo o país e a reversão do mandato de vacina na fronteira EUA-Canadá. Eles planejam acampar perto de Parliament Hill até que suas demandas sejam atendidas. 

“Queremos ser livres, queremos ter nossa escolha novamente e queremos ter esperança. O governo tirou isso de nós”, disse Harold Jonker, motorista de caminhão e proprietário de uma empresa de transporte, segundo a BBC, em 28 de janeiro.

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