Vereador do PT que invadiu igreja em Curitiba se afasta do mandato

Renato Freitas protocolou um pedido de afastamento de cinco dias, alegando questões de saúde.

Fonte: Guiame, com informações de G1 Atualizado: sexta-feira, 18 de fevereiro de 2022 18:15
O vereador alegou questões de saúde para se afastar do mandato. (Foto: Rodrigo Fonseca/Câmara Municipal de Curitiba).
O vereador alegou questões de saúde para se afastar do mandato. (Foto: Rodrigo Fonseca/Câmara Municipal de Curitiba).

O vereador petista Renato Freitas, que liderou uma invasão a uma igreja católica no Paraná, se afastou do mandato na Câmara Municipal de Curitiba por cinco dias, alegando questões de saúde.

O pedido de afastamento foi protocolado nesta quarta-feira (16), 12 dias após Freitas interromper, junto com manifestantes da esquerda, uma missa da Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, no centro de Curitiba, durante um protesto em frente à igreja. 

As questões de saúde não foram informadas no documento. Mas, em nota, a assessoria do vereador afirmou que o político tem sido ameaçado de morte, depois do episódio na igreja. 

“O vereador tem sido alvo de ameaças constantes e cada vez mais violentas, como ameaças de morte e injúrias raciais. Por isso precisou de repouso para se recuperar de tamanha violência”, disse a nota.

Após a invasão, que ganhou repercussão nacional, Freitas se tornou alvo de pedidos de cassação do mandato na Câmara de Curitiba. 

Os vereadores Éder Borges (PSD), Pier Petruziello (PTB) e Pastor Marciano Alves (Republicanos) protocolaram o pedido no dia 7 de fevereiro, cobrando que o caso seja levado ao Conselho de Ética e Decoro Parlamentar da Câmara Municipal de Curitiba.

No mesmo dia, durante sessão na Câmara, Renato Freitas foi criticado por diversos vereadores, mas negou que o protesto tenha interrompido a missa.

Sobre o protesto

No dia 5 de fevereiro, um grupo de manifestantes liderado por Renato Freitas invadiu e interrompeu a missa na Igreja Nossa Senhora do Rosário dos Pretos, durante protesto pelo congolês Moïse Kabagambe, assassinado no Rio de Janeiro.

De acordo com o Padre Luiz Hass, de 74 anos, uma missa estava acontecendo quando os manifestantes invadiram a igreja. O sacerdote relatou que o grupo permaneceu por cerca de 20 minutos no templo, aos gritos.

“Uma situação insuportável, barulho muito grande, pedimos que baixassem o som lá fora, saíssem da escadaria. Mas começaram a dizer que era igreja dos negros. Suspendi a missa, porque não tinha como, não era horário para fazer o protesto”, afirmou.

Em nota, o PT no Paraná lamentou o episódio e afirmou que “não participou nem da organização nem da decisão de adentrar o templo religioso”.

O partido ainda seguiu a mesma linha de defesa do vereador: “Há, por parte da imprensa tendenciosa, a manipulação de fatos para prejudicar o Partido dos Trabalhadores, pois os vídeos  evidenciam que no momento em que os manifestantes estiveram no interior da paróquia, a missa já havia terminado e o templo estava vazio”.

No dia 9 de fevereiro, durante sessão ordinária na Câmara, Freitas pediu desculpas por seu comportamento e se declarou como cristão. 

“Algumas pessoas se sentiram profundamente ofendidas, e para essas pessoas eu sinceramente e profundamente peço perdão. Desculpa. Não foi, de fato, a intenção de magoar ou de algum modo ofender o credo de ninguém. Até porque eu mesmo, como todos sabem, sou cristão”, disse o vereador.

 

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