As divinas propriedades do azeite

As divinas propriedades do azeite

Atualizado: Quinta-feira, 30 Setembro de 2010 as 8:55

Além de servir muito bem para uso gastronômico, o azeite também têm muita utilidade no sentido espiritual, uma vez consagrado a Deus. O líquido gorduroso com que os hebreus estavam mais familiarizados era o obtido de azeitonas. As azeitonas pretas, bem maduras, forneciam o máximo de azeite, embora as ainda verdes produzissem o azeite de melhor qualidade. Depois de os frutos serem cuidadosamente apanhados das árvores, os raminhos eram separados e as folhas das azeitonas eram levadas para o lagar – espécie de tanque no qual se espremem certos tipos de frutos para transformar em líquido. A polpa da azeitona madura é constituída de azeite, que varia em qualidade, conforme o método de processamento da polpa. Primeiro, as azeitonas eram colocadas num pilão e trituradas até ficarem bem amassadas, ou, às vezes, eram pisadas.

Em seguida, os frutos amassados eram transferidos para cestas coadoras, nas quais “sangrava” óleo até que se soltasse o azeite “virgem”. O azeite puro, batido, era estocado em jarros de barro e a polpa era levada para o lagar.

Alta e baixa qualidade Um azeite de qualidade comum era preparado por meio da trituração das azeitonas em um pilão ou em um moinho manual. Depois que o azeite escorria da polpa, permitia-se sua clarificação em jarros ou em vasilhas de barro. O azeite da mais baixa qualidade era aqule extraído do bagaço num lagar de azeite depois da trituração. A massa triturada da polpa era compactada em cestos e empilhada entre as duas colunas verticais do lagar de azeite. Comprimia-se a pilha de cestos com uma alavanca com peso para retirar o azeite sob pressão, sendo ele, então, canalizado para grandes reservatórios para clarificação. Ali o azeite subia à tona, separando-se dos pedacinhos de polpa e da água abaixo dele antes de ser decantado e colocado em grandes jarros de barro ou em cisternas especiais para estocagem.

Principais características O azeite de oliva, que é um alimento de alto teor energético e uma das gorduras mais digeríveis, era um dos principais itens de alimentação dos israelitas. Em muitos casos, ocupava o lugar da manteiga à mesa e também tinha fins culinários. Era o combustível comum das lâmpadas, e queimava-se “azeite puro de oliveira”, batido, nas lâmpadas do candelabro de ouro da tenda da reunião. Usava-se o azeite em conexão com as ofertas de cereais apresentadas a Deus. Como cosmético, era passado no corpo após o banho. Empregava-se também o óleo para aliviar contusões e ferimentos.

Referências bíblicas sobre o uso do azeite Como alimento: “... e pães asmos, e bolos asmos, amassados com azeite, e obreias asmas untadas com azeite; flor de farinha de trigo os farás” (Êxodo 29.2; Levítico 2.15; 1Reis 17.12 e Ezequiel 16.13)

Usado figuradamente: “Preparas-me uma mesa na presença dos meus adversários, unge-me a cabeça com óleo; o meu cálice transborda” (Salmos 23.5). “Amas a justiça e odeias a iniquidade; por isso, Deus, o teu Deus, te ungiu com o óleo de alegria, como a nenhum dos teus companheiros” (Salmos 45.7).

Para ungir: “Então, tomarás o óleo da unção e lho derramarás sobre a cabeça; assim o ungirás” (Êxodo 29.7). “Tomou Samuel um vaso de azeite, e lho derramou sobre a cabeça, e o beijou, e disse: Não te ungiu, porventura, o SENHOR por príncipe sobre a sua herança, o povo de Israel?” (1Samuel 10.1)

Aplicação como remédio: “Desde a planta do pé até a cabeça não há nele cousa sã, senão feridas, contusões e chagas inflamadas, umas e outras não espremidas, nem atadas, nem amolecidas com óleo” (Isaías 1.6). “...expeliam muitos demônios e curavam numerosos enfermos, ungindo- os com óleo” (Marcos 6.13; Lucas 10.34; Tiago 5.14 e Apocalipse 3.18)

Símbolo de prosperidade: “Prosseguiu Jó no seu discurso e disse: Ah! Quem me dera ser como fui nos meses passados, como nos dias em que Deus me guardava! (...) quando eu lavava os pés em leite, e da rocha me corriam ribeiros de azeite” (Jô 29.1;2;6). “... Bendito seja Aser entre os filhos de Jacó, agrade a seus irmãos e banhe em azeite o pé” (Deuteronômio 33.24).

Nesta ocasião, Moisés ministrou a bênção para a tribo de Aser, indicando que ela usufruiria bênçãos materiais.

Jejum: “Tu, porém, quando jejuares, unge a cabeça e lava o rosto, com o fim de não parecer aos homens que jejuas, e sim ao teu Pai, em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensarᔠ(Mateus 6. 17-18).

Libertação: “O Espírito do SENHOR Deus está sobre mim, porque o SENHOR me ungiu para pregar boas-novas aos quebrantados, enviou-me a curar os quebrantados de coração, a proclamar libertação aos cativos e a pôr em liberdade os algemados...” (Isaías 61.1).

Para lâmpadas: “Ordenarás aos filhos de Israel que te tragam azeite puro de oliveira, batido, para o candelabro, para que haja lâmpada acesa continuamente” (Êxodo 27. 20); Levítico 24.2 e Mateus 25.3.   Fonte; Arca universal

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