Com doença terminal e 4 meses de vida, pastor surpreende médicos: “Deus é poderoso”

Diagnosticado com doença renal em estágio 5, Lauro Hernández recebeu apenas quatro meses de vida sem diálise. Após confiar em Deus, ele surpreendeu os médicos com sua recuperação.

Fonte: Guiame, com informações de AG NewsAtualizado: quinta-feira, 3 de setembro de 2026 às 20:28
Lauro e a esposa. (Foto: Reprodução/AG News)
Lauro e a esposa. (Foto: Reprodução/AG News)

Um pastor diagnosticado com doença renal em estágio 5 ouviu dos médicos que teria apenas alguns meses de vida caso não começasse a fazer diálise. Ao decidir não seguir o tratamento e confiar em Deus, seus exames começaram a mostrar uma melhora que surpreendeu a equipe médica nos Estados Unidos.

Lauro Hernández, de 68 anos, e sua esposa, Evangelina, pastoreiam a Igreja Pathway, em Lubbock, no Texas, há 44 anos. 

Apesar de anos servindo na Igreja, sua saúde estava bastante debilitada. Ele tinha diabetes, insuficiência cardíaca congestiva, colesterol alto e pressão alta, além de tomar entre 10 e 12 medicamentos todos os dias.

Nos últimos três anos, um nefrologista (médico especialista em rins) acompanhava a piora de sua função renal. Em julho de 2025, novos exames mostraram que a situação do pastor havia chegado a um estágio grave.

“Ele me disse que eu tinha doença renal em estágio 5. Meu nível de creatinina, que deveria estar entre 0,05 e 1,35, estava em 6,4 — meus rins estavam funcionando com apenas cerca de 18% da capacidade — sem diálise, eu teria seis meses de vida”, disse o pastor à AG News.

O nefrologista tentou convencê-lo a iniciar a diálise, afirmando que o tratamento poderia lhe dar mais três anos de vida. Mas Lauro decidiu não iniciar o protocolo e afirmou: “Vou me entregar nas mãos de Deus”.

‘Decidimos confiar em Deus’

Lauro também procurou seu médico particular para ouvir uma segunda opinião. O profissional, que também era pastor, informou que, sem diálise, ele teria cerca de quatro meses de vida.

“Ele me disse que meus rins iriam entrar em colapso muito em breve e que meus outros órgãos também parariam de funcionar”, relatou Lauro. 

“Toxinas ficariam retidas dentro de mim e eu começaria a apodrecer por dentro. Eu sentiria muita coceira enquanto as toxinas tentassem escapar, me sentiria cansado e sonolento e incapaz de fazer qualquer coisa. Também perderia a memória a ponto de não conseguir mais funcionar”, acrescentou.

Segundo o pastor, os dois médicos concordaram que ele deveria receber cuidados paliativos.

Mesmo diante do diagnóstico, Evangelina decidiu permanecer ao lado do marido e confiar em Deus com ele.

“Antes de tudo, confiamos em Deus — temos um Deus incrível, maravilhoso, que opera milagres”, afirmou Evangelina. 

E continuou: “Quando Lauro me perguntou sobre essa decisão, o Espírito Santo me fez lembrar do Salmo 91.11, onde diz que os anjos guardarão o seu caminho”.

“Então, em meu momento devocional, pedi a Deus que me mostrasse milagres, maravilhas e prodígios, começando pelo meu marido. Quando não entendemos os mistérios, Ele responde às nossas orações”, acrescentou.


Lauro e os amigos da igreja. (Foto: Reprodução/AG News)

Tempos depois, Lauro participou de uma reunião da igreja onde falou sobre seu diagnóstico e recebeu apoio de líderes e outras congregações locais.

“Oramos e choramos juntos. Mais tarde, o superintendente enviou uma carta a todos os nossos pastores e igrejas do distrito pedindo orações por mim, pois eu estava muito doente”, contou ele.

“Então, tomei uma atitude que não recomendo a todos: parei de tomar todos os meus remédios, inclusive a insulina. Disse a Evangelina que não tinha nada a perder, os médicos me disseram que eu ia morrer de qualquer maneira, então eu adoraria morrer sem medicação”, acrescentou.

O serviço de cuidados paliativos começou a consultar o pastor semanalmente em sua residência. Nesse período, a saúde de Lauro continuou piorando. 

‘Como você ainda está vivo?’

Porém, meses depois, Lauro percebeu que os sintomas da doença haviam diminuído. Então, na consulta seguinte, os médicos se deparam com uma situação que não conseguiam explicar.

“Ele me disse que eu ia morrer, não havia dúvida disso. Mas, por razões que ele desconhecia, meus rins estavam funcionando. Os exames mostraram que meus rins ainda estavam ruins, mas ele me disse que estavam filtrando, o que ele não conseguia explicar”, contou Lauro.

Em seguida, o médico disse: “É melhor você começar a orar e perguntar a Deus por que Ele ainda te quer aqui”.

As consultas seguintes continuaram mostrando o mesmo cenário. Os rins de Lauro ainda estavam comprometidos, mas, em vez de piorar como os médicos esperavam, sua condição começou a melhorar.

Em outra ocasião, ao receber a notícia de que o serviço de cuidados paliativos não poderia mais continuar o tratamento de Lauro, o nefrologista perguntou em voz alta: “Como você ainda estava vivo?”.

E Lauro explicou: “O serviço de cuidados paliativos informou que eu não poderia mais participar do programa porque o programa deles era para pessoas que estavam morrendo, mas em vez de piorar, eu estava melhorando”.

Há cerca de um mês, Lauro repetiu seus exames de sangue. Seu nível de creatinina, que chegou a 6,8, caiu para 5,8 e ele regrediu significativamente do estágio 5 para o estágio 4 da doença renal.

O médico particular também pediu que o pastor só retornasse à próxima consulta em fevereiro de 2027.

“Eu deveria ter morrido há seis ou oito meses, mas ainda estou aqui. Deus é um Deus poderoso!”, testemunhou ele.

E Angelina concluiu: “Sabe o que eu digo ao nosso povo quase todos os domingos? Nosso pastor é um milagre ambulante”.

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