
Tassos Lycurgo é um relevante teólogo e apologista cristão, mas nem sempre foi assim. O professor que hoje faz a defesa da fé cristã já foi um ateu convicto.
Lycurgo contou como passou a crer em Deus em um dos momentos mais difíceis de sua vida, durante participação no + Forte PodCast com Karina Bacchi.
“Eu era ateu por questões intelectuais. Achava que a cosmovisão cristã não era a visão de mundo que mais bem representava a realidade. Então o meu ateísmo era de índole intelectual, não era aquele ateu que tem raiva do crente”, disse Tassos.
Ele nasceu em uma família católica não praticante e estudou em um colégio católico. “A minha experiência foi maravilhosa na escola, mas as freiras não davam respostas às questões mais profundas da origem do universo, da confiabilidade da Bíblia, das provas históricas de Jesus Cristo”, observou.
“Desde criança comecei a questionar sobre essas coisas, eu não encontrava respaldo intelectual naquele ambiente”.
Tassos se tornou adulto e continuou no ateísmo. Ele casou com uma católica praticante que passou a frequentar uma igreja evangélica após ver seu primeiro filho ser curado dentro de seu ventre.
“Minha minha esposa ficou grávida e no [exame] translucência nucal deu uma alteração significativa e ela teve uma conversa com Deus: ‘Se você curar o meu filho, eu vou ler a Bíblia e fazer tudo que tem na Bíblia’”, relatou o teólogo.
“A criança veio absolutamente normal. Então Deus operou esse milagre. Aí a partir daí ela começou a estudar as Escrituras e começou a ir em uma igreja batista”.
Lendo C.S. Lewis
Nessa época, a mãe de Tassos, que havia aceitado Jesus, passou a orar pela conversão do filho e da nora.
Além disso, o ateu ganhou de presente o livro “Cristianismo Puro e Simples” de C.S. Lewis e acabou se convencendo intelectualmente de que a fé cristã fazia sentido.
“Fiquei absolutamente impactado pela sofisticação do argumento. Ele não foge das questões profundas. Isso para mim foi algo novo na visão de mundo do cristianismo. Não imaginava que existia algo assim. Então, a partir daquele livro, eu comecei a ter acesso a uma literatura que eu não conhecia: Alvin Plantiga, Norman Geisler, William Lane Craig (apologetas)”, lembrou.
Porém, Tassos ainda não aceitou Jesus como seu Salvador. “Todas essas pessoas me impactaram muito. Eu passei por um processo de convencimento, não de conversão. Então, intelectualmente eu passei a entender que havia sim viabilidade intelectual na cosmovisão cristã”, afirmou.
E ponderou: “Eu digo que o intelecto não converte ninguém. O que ele faz é limpar os obstáculos intelectuais que afastam o homem do Evangelho”.
Enfrentando o luto
O teólogo se rendeu a Cristo apenas mais tarde, após enfrentar a perda de sua segunda filha.
“Nossa filha Lissa nasceu e, após nove dias, faleceu. No falecimento da nossa filha foi que eu tive que tomar a decisão. Aquilo que eu já havia intelectualmente aderido, impregnou minha alma. Foi ali que eu transitei a distância mais importante que qualquer ser humano tem que transitar: que é a distância que separa o cérebro do coração”, disse.
“A genuína conversão foi a partir daquele momento. Então, na morte da nossa filha eu pude dizer como o apóstolo Paulo disse na carta aos Filipenses: ‘Viver é Cristo e morrer é lucro’”, comentou.
“Minha vida passou a ter sentido”
Tassos deixou o ateísmo, se converteu à Cristo e passou por uma transformação. “Deus nos traz da escuridão para a luz. Nos mostrar que, por mais célebre e passageira que seja a nossa vida aqui, há uma eternidade que nos espera, que nada se compara. Diante disso tudo é que nós nos modificamos existencialmente, nós nos tornamos realmente uma nova criatura”, declarou o teólogo.
“O que mudou radicalmente na minha existência foi que minha vida passou a ter sentido. Então, tudo o que eu fazia passou a ter um propósito maior. Deus nos dá sentido e propósito”, testemunhou.
O Guiame utiliza cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência acordo com a nossa Politica de privacidade e, ao continuar navegando você concorda com essas condições