
Durante anos, os traumas causados por abusos, violência e ocultismo marcaram a vida de uma mulher, que conviveu com depressão, ansiedade e pensamentos suicidas. Após entregar sua vida a Jesus, ela foi liberta e hoje testemunha sobre seu relacionamento com Deus.
Nichole Henson viveu com a mãe e o padrasto e costumava passar as férias na casa do pai. No entanto, esse período era marcado por violência, abuso e práticas ocultistas.
“Meu pai se envolveu com bruxaria, satanismo, adoração ao diabo, rituais, magia negra, cristais e rituais de sangue. Eu ficava apavorada. Não queria ir, mas não podia contar para ninguém”, disse ela à CBN.
A exposição à violência e ao ocultismo deixou marcas profundas em Nichole. Ainda criança, ela começou a enfrentar ansiedade, maus comportamentos e pensamentos suicidas.
“Eu tinha acabado de sofrer abuso sexual por três meses. Tinha sido exposta ao ocultismo por três meses. Então, ao voltar para um lar normal, eu não sabia como lidar com a transição de um extremo ao outro”, explicou ela.
“Por isso, eu destruía meus brinquedos, chorava, ficava doente, batia a cabeça na parede, puxava meu cabelo e tinha pensamentos suicidas”, disse ela.
Além disso, ela afirmou que ouvia vozes chamando seu nome e via sombras andando pelo quarto.
“Eu ouvia arranhões nas portas, nas paredes. Sempre achei que fossem fantasmas e, para onde quer que eu ia, era assombrada por eles”, disse.
Encontro com Jesus
Na adolescência, Nichole buscou segurança em relacionamentos com homens mais velhos. Aos 16 anos, se casou e pouco depois se tornou mãe. Porém, o casamento também foi marcado por abusos.
“Eu me sentia inútil. Ele me dizia que ninguém poderia me amar. E eu concordava. ‘Você tem razão. Quem poderia me amar? Sou um desastre’. Então, continuei escondendo quem eu era e o que eu sentia”, lembrou ela.
Tempos depois, a mãe e o padrasto de Nichole conheceram Jesus e a convidaram para ir à igreja. Aos 18 anos, ela também entregou sua vida a Cristo, mas ainda continuava enfrentando as marcas do abuso.
“Eu conseguia ouvir a voz de Deus. Sentia a presença Dele. Sabia que Ele estava comigo. Sabia que tinha a salvação e que ia para o Céu, mas a depressão não mudou. O transtorno de estresse pós-traumático não melhorou, a ansiedade não melhorou, os pesadelos não melhoraram”, destacou Nichole.
Em 2021, ela se divorciou e conheceu seu segundo marido, Ron, no ano seguinte. Apesar do novo relacionamento, Nichole ainda sofria opressões malignas e questionava a Deus.
“Eu sempre orava: ‘Deus, o que há de errado comigo? Por que não sou curada? Por que não consigo melhorar? O Senhor não me ama? Sou tão ruim que nem o Senhor consegue me curar?’”, relembrou ela.
Jejum e oração
Um dia, após ouvir uma pregação sobre libertação, Nichole passou a enxergar sua situação de uma maneira diferente.
“O Senhor me disse para orar e jejuar durante uma semana pela minha libertação. Eu não sabia como seria. Mas então o Senhor disse: ‘Ligue para seus pais e peça para eles virem orar por você pessoalmente’”, afirmou ela.
Ao chegarem em sua residência, a mãe e o padrasto começaram a clamar a Deus: “Isso durou quatro horas e meia. Mas, desde então, não tive mais nenhum sintoma de opressão”.
“Aprendi a ver Deus através da sua Palavra, de modo que, quando a Bíblia diz que Ele é um bom Pai, posso ter fé e saber que Ele é um bom Pai, porque essa é a verdade. E agora posso ver a vida, a dor e o trauma através da Palavra de Deus, porque Ele mudou todo o paradigma e isso transformou tudo. Posso confiar Nele. Eu nunca havia confiado Nele antes”, acrescentou.
Hoje, Nichole conseguiu reconstruir relacionamentos e estar presente na vida do filho e dos netos:
“Tenho um casamento. Tenho um relacionamento com meu filho. Consigo estar presente na vida dos meus netos. Se eu fosse quem eu era antes, não estaria na vida deles”.
“Minha vida não é nada como costumava ser. Deus me usa no ministério. Estou conhecendo pessoas do mundo todo. Estou ministrando. Estou escrevendo livros. Estou ensinando. Minha vida mudou completamente, e tudo por causa de Deus. E por isso sou grata. Posso dizer que, mesmo quando passo por momentos difíceis, minha vida é abençoada”, concluiu.
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