
Após perder o filho para uma overdose ligada ao vício em analgésicos, uma família nos Estados Unidos decidiu transformar a dor em propósito e passou a ajudar pessoas em situação de rua e dependência química.
Josh Parsons, de 35 anos, trabalhava como leitor de medidores para uma empresa de serviços públicos em Memphis, no Tennessee. Devido às dores crônicas no joelho e no quadril provocadas pelo trabalho, ele começou a usar medicamentos prescritos por um médico.
Com o tempo, o tratamento evoluiu para um vício. Josh lutou contra a dependência química e chegou a viver temporariamente nas ruas. Em julho de 2024, ele sofreu uma overdose e morreu.
A perda abalou profundamente a família. Criado em um lar cristão, Josh era um dos seis filhos de David e Becky Parsons.
Tempos depois, enquanto parava em um semáforo próximo ao local onde o filho costumava viver, David viu um jovem em situação de rua.
“Quando o sinal abriu, o Senhor falou comigo. Aquele também é filho de alguém. Até quando vou passar por aqui sem fazer nada?”, disse David à AG News.
Dessa forma, nasceu o Projeto Joshua, um ministério criado para ajudar pessoas em situação de rua que lutam contra a dependência química.
Transformação de vidas
David compartilhou a ideia com o pastor Johnny Byrd, da Igreja Legacy, em Bartlett. Johnny havia superado um vício em metanfetamina 26 anos antes. Mesmo sem recursos financeiros iniciais, o projeto começou a mobilizar igrejas, organizações locais e policiais da região: “A necessidade é urgente”.
Segundo a AG News, só em 2025, no sudoeste do Tennessee, cerca de 215 pessoas morreram por overdose de drogas, sendo 23 delas apenas em janeiro. A idade média das vítimas era de 50 anos. Em 2026, os números do condado relacionados ao uso de analgésicos continuam preocupantes.
Hoje, o Projeto Joshua promove ações sociais, oferecendo refeições, roupas, apoio médico, oração e encaminhamento imediato para tratamento de recuperação.
“Uma equipe de voluntários demonstra o amor de Cristo preparando e servindo refeições e bebidas quentes, oferecendo roupas e outros recursos doados. E, se pedirem oração, os encaminhamos para a tenda”, afirmou David.
E continuou: “O objetivo é retirar do ambiente das drogas aqueles que solicitam ajuda e levá-los para locais seguros onde possam conhecer a Cristo, se libertar das drogas e se tornar membros produtivos da sociedade”.
Durante a primeira ação do ministério, cerca de 100 voluntários atenderam cerca de 55 pessoas por dia. Dessas, 15 buscaram ajuda, nove aceitaram tratamento e sete aceitaram Jesus.
“Sete pessoas que conhecemos vieram à tenda de oração e entregaram suas vidas ao Senhor”, testemunhou David.
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A tenda de oração. (Foto: Reprodução/AG News)
Já Becky disse: “Eles são os nossos convidados. Os voluntários se sentam com eles e criam um vínculo para que saibam que realmente nos importamos. Se eles estiverem interessados, compartilhamos o Evangelho”.
“Não queremos pregar para eles, mas sim mostrar o amor de Jesus, conversar com eles, entender por que estão naquela situação. Nós mostramos a eles que eles têm valor, que podemos ajudar e queremos que eles consigam se libertar”, acrescentou.
Meses após a morte de Josh, a família conheceu Alex, um homem que contou ter conhecido seu filho enquanto ambos enfrentavam dificuldades nas ruas. Segundo ele, mesmo em meio à própria luta, Josh compartilhou o Evangelho, o levou a Jesus e passou a estudar a Bíblia com ele.
Com a expansão do projeto para outras cidades, Becky destacou que o trabalho social iniciado após a morte do filho tem sido usado por Deus para transformar vidas.
“Aquilo que se levantou contra nossa família para nos destruir, por meio do sangue de Cristo, estamos usando para transformar vidas”, concluiu.
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