
John Shaffer cresceu em uma família cristã não praticante que ia apenas nos cultos de domingo e fazia orações antes das refeições, nos Estados Unidos.
"Todos nós acreditávamos em Deus, mas realmente não caminhávamos com Ele de forma significativa. Foi mais um ritual", disse ele ao God Reports.
Na adolescência, sem uma fé enraizada, ele começou a questionar a crença herdada da família. Ele pensou que se tivesse crescido no Japão, talvez fosse budista ou, se tivesse crescido na Índia, hindu.
Nessa época, John enfrentou dificuldades após se tornar viciado em pornografia ao ter contato com revistas eróticas.
"Perdi muita motivação. Minhas notas começaram a cair e meu interesse por outras coisas começou a diminuir”, lembrou ele.
Durante um verão, o adolescente passou as férias na casa de seu tio, que era seguidor da Nova Era e foi apresentado ao ocultismo.
“Ele me contou sobre seus pensamentos da Nova Era, que achei meio estranhos, mas minha curiosidade foi aguçada”, disse.
Projeção astral
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John em sua juventude. (Foto: God Reports).
Logo depois, John pesquisou sobre budismo e hinduísmo em enciclopédias que tinha em casa. Como resultado, ele passou a ser atormentado por espíritos malignos.
"Comecei a ter algumas experiências sobrenaturais. Meu tio me falou sobre projeção astral, e eu não tentei fazer isso, mas de repente começou a acontecer comigo. Eu não gostei. Eu me senti paralisado, como se estivesse sendo manipulado por forças espirituais, o que eu não entendia, e isso me aterrorizava muito”, revelou.
Nas noites seguintes, John sofreu ataques de ansiedade e insônia. "Eu via fantasmas, sombras escuras, coisas que arrepiavam os pelos da nuca, e comecei a ter pequenas visões. Um dia vi o rosto de um bebê à minha frente rindo e rindo, e ouvi sons como água correndo”, relatou.
Ele também teve experiências fora do corpo e ficou com medo ao perceber que existia uma realidade espiritual.
“Não achei divertido porque não entendia e não queria. Eu não estava procurando por isso, então foi bem assustador pensar que existem forças espirituais por aí que eu não entendia”, observou.
Clamando a Jesus
Certa manhã de sábado, em meados dos anos 1970, John estava assistindo TV quando ouviu risadas diabólicas e voltou a ser oprimido.
“Eu pensei: ‘Quem está rindo?’ De repente, tive uma visão enorme à minha frente, como um campo elétrico de luz ao redor. De repente, de um buraco escuro, um rosto me encarou e ele me encarava e sorria, com dentes como uma piranha”, afirmou.
"Achei que era um demônio, era tudo que eu conseguia pensar. Foi assustador. Eu sentia como se estivesse sendo hipnotizada, o demônio tentando me hipnotizar para algum tipo de transe”.
Então, o jovem correu para seu quarto, fechou a porta e sentou na cama. "Fiquei horrorizado. Como fui criado em um lar cristão, decidi que faria uma oração. Gritei em voz alta: 'Em nome de Jesus Cristo de Nazaré, me deixe em paz!'”, contou.
No mesmo instante, o espírito demoníaco desapareceu e o ambiente se encheu de paz. "De repente, um espírito totalmente diferente entrou na sala. Era incrivelmente pacífico. Comecei a me sentir como ondas de amor caindo sobre mim, da cabeça para baixo, pelo corpo", descreveu.
"Foi simplesmente incrível. Senti como se estivesse sendo abraçado e começou a me segurar como um pai segura seu filho pequeno. Eu estava sendo confortado e abraçado com força”.
Em seguida, ele ouviu a voz do Senhor dizendo: “Está tudo bem, está tudo bem”. John não sabia se havia tido um encontro com um anjo ou com Jesus, mas entendeu que precisava descobrir mais sobre Cristo.
O jovem passou a ler a Bíblia e, em Romanos, entendeu o plano de salvação. “Nunca tinha ouvido essas coisas antes”, afirmou.
Batismo na praia Pirate’s Cove
Com uma simples oração, ele entregou sua vida a Jesus. Pouco tempo depois, o novo cristão foi batizado na praia Pirate’s Cove, na Califórnia, em um batismo realizado pela Calvary Chapel, durante o avivamento entre os hippies conhecido como “Jesus Revolution”.
“Todos os meus desejos mudaram. Peguei todas as revistas sujas e joguei no lixo para me livrar delas. Ninguém me mandou. Eu simplesmente sabia, porque tinha um coração e uma mente diferentes”, testemunhou.
“Tive uma enorme sensação de paz, satisfação por finalmente ter encontrado o sentido da vida”.
E finalizou: “Tive uma caminhada muito longa com Deus, porque farei 70 anos em alguns meses, então só tenho coisas boas a dizer sobre Jesus”.
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