
Uma jovem que enfrentava uma pena de até 30 anos de prisão após se envolver com drogas e crimes encontrou Jesus atrás das grades. Hoje, ela dedica sua vida a evangelizar detentos nos Estados Unidos.
Makenna Brown foi presa em 22 de fevereiro de 2021, em Cartersville, no estado da Geórgia, acusada de diversos crimes graves com a possibilidade de cumprir até 30 anos de prisão.
“Eu tinha me tornado um monstro. Eu não conseguia me imaginar sendo completamente eu mesma com alguém, sendo aceita e amada por isso. Eu era um completo desastre emocional”, disse ela à CBN News.
Desde os 12 anos, Makenna buscava aceitação nas pessoas: "Não importava o quanto eu tentasse me encaixar, simplesmente não era suficiente".
Tempos depois, se envolveu com drogas, furtos e relacionamentos superficiais: “Isso me dava confiança, me fazia sentir que eu podia me apresentar aos outros como se fosse igual a eles”.
Com o tempo, o vício destruiu seus sonhos de cursar a faculdade e passou a guiar suas decisões. Apesar das tentativas de se encaixar, ela afirma que a sensação de rejeição e vazio só aumentava.
"Comecei a ficar tão espiritualmente sombria que o suicídio parecia uma boa saída. Lembro de estar segurando uma arma na mão, na escada, e simplesmente cogitando a possibilidade de me matar", relembrou ela.
‘Confio no Senhor’
Makenna contou que chegou a buscar esperança na Nova Era, mas continuava a sentir um vazio: “Senti que aquilo era uma válvula de escape que eu poderia começar a usar para alcançar o que me faltava. Mas eu ainda estava na mais completa escuridão”.
Nesse período, ela, seu namorado e os amigos foram presos e acusados de vários crimes graves. No entanto, foi justamente atrás das grades que sua história começou a mudar.
“Eu estava andando de um lado para o outro no quarto e vi algo escrito na parede, era o versículo da Bíblia que diz: 'Vocês foram batizados com água, mas depois de mim vem Aquele cujas sandálias eu não sou digno de levar, o qual os batizará com o Espírito Santo e com fogo'. Interpretei isso como um sinal. Não sei se necessariamente sabia que era Jesus, eu apenas sabia que alguém estava falando comigo naquele momento”, afirmou ela.
E continuou: “Eu disse: ‘Deus, se é que o Senhor está me ouvindo, confio mais no Senhor do que em mim mesma neste momento’".
Dias depois, após ouvir uma pregação no refeitório da prisão, ela foi atraída para participar do culto e se rendeu a Jesus.
“Quando o pastor impôs as mãos sobre mim, senti algo sobrenatural. Senti a pureza da presença do Senhor tão verdadeira e real, eu soube que podia confiar. Por mais louco que pareça, eu não me importava com as acusações que enfrentava. Meu coração se sentiu em casa pela primeira vez na vida. Me senti vista pela primeira vez”, testemunhou ela.
Ministério
Durante os seis meses em que permaneceu detida, Makenna passou a estudar a Bíblia e aprendeu que era amada e escolhida por Deus. Segundo ela, essa nova fé trouxe paz e uma nova identidade:
“As palavras Dele começaram a me transformar. Ele dizia: 'Você não foi rejeitada. Eu te escolhi e te amo, não importa o que aconteça. Eu morri por você, apesar de você mesma'. Depois que encontrei Jesus, tudo ficou mais brilhante, não só por dentro, mas também por fora. Comecei não só a aprender a me amar e a me perdoar, mas minha vida deixou de girar em torno de mim”.
Tempos depois, todas as acusações contra ela foram retiradas e Makenna foi liberada. Ela se tornou membro e líder do louvor da igreja do pastor que a evangelizou.
Além disso, Makenna também realiza um trabalho evangelístico na prisão do Condado de Bartow, a mesma onde ela própria já esteve detida.
“Nunca mais me sinto sozinha. É como uma conversa constante com o Senhor. É emocionante e lindo. Agora tenho integridade. O sangue dele basta, você não precisa fazer nada para encobrir o que fez ou tentar mudar a si mesmo. Quando Ele disse: 'Está consumado', foi por você”, concluiu.
Contribua mensalmente
com o GUIA-ME.
Somos um meio de comunicação cristão. Trabalhamos para informar com clareza e exatidão, sustentados por apuração responsável, revisão criteriosa e compromisso editorial.
Não atuamos como influenciadores de opinião, mas como jornalistas comprometidos com a verdade e os princípios de uma cosmovisão cristã.
O Guiame utiliza cookies e outras tecnologias semelhantes para melhorar a sua experiência acordo com a nossa Politica de privacidade e, ao continuar navegando você concorda com essas condições