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Após alteração no compulsório, juros bancários de pessoa física disparam

Após alteração no compulsório, juros bancários de pessoa física disparam

Atualizado: Quarta-feira, 26 Janeiro de 2011 as 4:09

Após alteração nos depósitos compulsórios, medida anunciada pelo Banco Central no início de dezembro, os juros cobrados pelos bancos em suas operações com pessoas físicas, que haviam atingido a mínima histórica em novembro, voltaram a subir, segundo números divulgados nesta quarta-feira (26) pelo Banco Central.

De acordo com o BC, os juros bancários médios cobrados dos bancos em suas operações com pessoas físicas avançaram de 39,1% em novembro para 40,6% em dezembro, ou seja, um aumento de 1,5 ponto percentual. Em janeiro, na parcial até o dia 12 deste mês, segundo o chefe do Departamento Econômico do BC, Altamir Lopes, a taxa subiu mais ainda: para 45,1% ao ano. Ou seja, uma expressiva elevação de 4,5 pontos percentuais frente ao fechamento do ano passado.

"As taxas de juros se elevaram bastante em dezembro e os dados parciais para janeiro mostram continuidade da elevação das taxas. [Na parcial deste mês], a elevação foi expressiva. Tem impacto das medidas macroprudenciais [anunciadas pelo BC no mês passado com relação ao compulsório]", informou Lopes, do BC.

A taxa média de juros dos bancos para todas operações de crédito, por sua vez - o que inclui pessoas físicas e jurídicas - subiu de 34,8% ao ano em novembro para 35% ao ano em dezembro, informou a autoridade monetária. Já a taxa cobrada pelos bancos das empresas operou na contramão em dezembro, quando somou 27,9% ao ano, contra 28,6% ao ano em novembro.

Taxa de captação dos bancos

Os dados do BC mostram que o aumento dos juros bancários foi motivado, também, pela alteração nas regras dos compulsórios, medida que retirou R$ 61 bilhoes da economia - o que impacta nos juros cobrados pelos bancos. A taxa de captação das instituições financeiras, ou seja, quanto os bancos pagam pelos recursos, somou 11,5% ao ano em dezembro. É o maior valor desde fevereiro de 2009, quando estava em 11,6% ao ano.

Principais linhas de crédito

Em dezembro, a taxa média dos bancos nas operações com cheque especial de pessoas físicas somou 170,7% ao ano, o maior valor desde janeiro de 2009 (172% ao ano). Com isso, o juro do cheque especial continua sendo um dos mais altos de todas modalidades de crédito.

Para as operações de crédito pessoal com pessoas físicas, a taxa média cobrada pelas instituições financeiras avançou de 42% ao ano em novembro para 44,1% ao ano em dezembro, informou o Banco Central. Para aquisição de veículos, os juros médios das operações somaram 25,2% ao ano em dezembro, contra 22,8% ao ano em novembro. No mês passado, o BC passou a cobrar mais capital dos bancos que operam linhas de crédito com prazo mais longo para compra de veículos.

No caso das linhas de crédito de empresas, a taxa para desconto de duplicata passou de 41,1% ao ano em novembro para 39,1% ao ano em dezembro. Para capital de giro, os juros médios dos bancos foram de 27,3% ao ano em dezembro deste ano, na comparação com 28,2% em novembro.    

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