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Brasil criou 2,86 milhões de vagas formais em 2010

Brasil criou 2,86 milhões de vagas formais em 2010

Atualizado: Quarta-feira, 11 Maio de 2011 as 12:55

BRASÍLIA - O Brasil gerou 2,861 milhões de postos de trabalho com carteira assinada no ano passado, conforme dados divulgados nesta quarta-feira, 11, pelo Ministério do Trabalho, com base nas informações da Relação Anual de Informações Sociais (Rais). A Rais amplia a divulgação já feita mensalmente com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged).

O Caged é uma compilação das informações enviadas pelos empresários mensalmente ao Ministério do Trabalho. Quando os executivos perdem o prazo de entrega, as empresas pagam multa e os dados ficam guardados para serem divulgados no ano seguinte.

Em janeiro, o ministro Carlos Lupi informou que o saldo geral de empregos formais criados no ano passado foi de 2,52 milhões já descontadas as demissões do período. O volume foi recorde, pois até então a maior quantidade gerada de vagas com carteira assinada foi em 2007, de 1,6 milhão.

A quantidade de empregos criados em 2010 medida pelo Caged seria de 2,136 milhões de postos, levando-se em conta a metodologia usada normalmente pelo Ministério até então. Isso porque, até novembro, o saldo líquido era de 2,544 milhões de vagas, mas dezembro tradicionalmente é um mês em que as demissões superam as contratações e, em 2010, não foi diferente. Em dezembro, o número de trabalhadores demitidos foi 407 mil maior do que o de contratados.

Ocorre que o governo optou por já usar parte das informações que chegaram atrasadas pelo Caged na divulgação do saldo total de 2010. Sem isso, o ministro Lupi não conseguiria cumprir a meta de 2,5 milhões imposta por ele mesmo na véspera do Dia do Trabalho, em 1 de maio. Até então, o objetivo do governo era de criar 2 milhões de postos. Em janeiro, o ministro previu que, com as informações atualizadas da Rais, o volume de vagas criadas chegaria a 3 milhões.

Além dos trabalhadores do setor privado, a RAIS também compila dados relacionados ao setor público, que estão fora do regime CLT.

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