
A advogada Paula Oliveira, 26 anos, que na última segunda-feira, 9 de fevereiro, foi agredida, na Suíça, por supostos neonazistas, precisou ser internada novamente, no fim da tarde de ontem, 12, de acordo com informações do tio dela, Sílvio Oliveira, que mora em Recife e acompanha o caso pelo telefone. A internação também foi confirmada pelo consulado brasileiro, que não soube informar sobre as condições de saúde da moça.
A informação foi repassada ao tio pelo pai da advogada, Paulo Oliveira, que se encontra em Zurique, com a filha. Ele disse que ainda não tem detalhes sobre os motivos que levaram Paula retornar ao Hospital Universitário de Zurique, o mesmo que a atendeu depois de ter sido espancada e de ter tido o corpo retalhado por estilete.
Três homens brancos e carecas que pareciam skinheads são suspeitos do crime. Paula estava grávida de três meses de gêmeas e sofreu aborto na mesma noite. Ela contou á polícia suíça que o aborto ocorreu no banheiro da estação de trem de Dubendorf, pequena cidade a cerca de cinco quilômetros de Zurique, onde trabalha.
Hoje, pela manhã, de acordo com o tio da advoga, Paula foi ao hospital para tomar uma medicação para prevenir doenças infecciosas que podem ser causadas pelos cortes de estilete. "Ela já estava de alta, após a medicação, Paula voltou para casa. Mas no fim da tarde precisou ser internada novamente", disse o tio.
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