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HSBC Holdings anuncia novos planos e destaca mercados como o Brasil

HSBC Holdings anuncia novos planos e destaca mercados como o Brasil

Atualizado: Quarta-feira, 11 Maio de 2011 as 1:38

LONDRES - O HSBC Holdings divulgou um novo plano estratégico nesta quarta-feira e destacou que o banco vai olhar para mercados em crescimento como Brasil e México para guiar a futura receita no segmento de banco de varejo. O anúncio foi feito após a empresa divulgar, na segunda-feira, resultados fracos no primeiro trimestre deste ano, que mostraram aumento dos custos e receita estável.

O HSBC planeja cortar custos, se desfazer de negócios e se afastar do segmento de banco de varejo em mercados onde não tem escala. As medidas fazem parte da estratégia do novo executivo-chefe, Stuart Gulliver, para convencer os investidores de que o banco pode obter fortes retornos em meio às condições regulatórias e econômicas difíceis que têm pesado sobre seu lucro.

Os custos em todo o grupo sofrerão cortes entre US$ 2,5 bilhões e US$ 3,5 bilhões nos próximos três anos por meio de medidas que incluem transferir o desenvolvimento de tecnologia para países com custos mais baixos e reduzir as equipes locais e regionais. O banco também quer emprestar mais recursos de seus depósitos, chegando a uma relação máxima entre empréstimos e depósitos de 90%, dos atuais 79%. O acesso a clientes ricos em 18 mercados alvos deve acrescentar mais US$ 4 bilhões à receita do banco, segundo Gulliver.

O executivo afirmou que o HSBC vai revisar o negócio de cartões de crédito e a rede de varejo nos EUA, que têm sido as bases da operação do banco no país desde 2003. No entanto, os EUA continuarão sendo importantes para o banco e as operações ali serão reposicionadas para que possam se alinhar às de outros países e para que sejam focadas na esperada recuperação do setor industrial norte-americano. Analistas estimam que a venda do negócio de cartões de crédito e de partes da rede de varejo nos EUA poderá levantar US$ 25 bilhões.

O HSBC acredita que com as medidas voltará para o caminho certo em direção às metas de um retorno sobre patrimônio de 12% a 15% e de uma relação entre custo e renda de 48% a 52%. Gulliver observou que os planos também permitirão que o banco se prepare para as regras de Basileia 3, que podem eliminar entre 250 e 300 pontos-base da proporção de capital Tier 1 do HSBC, que é de 10,5% atualmente, caso ações não sejam tomadas. Com os planos, esse efeito será reduzido para 120 pontos-base, segundo o executivo.

A tentativa de cortar os custos destaca os desafios que o HSBC enfrenta em mercados maduros como EUA e Europa e seu foco na Ásia e em mercados emergentes. Gulliver afirmou que 19 das 30 maiores economias do mundo em 2050 serão as que hoje são classificadas como mercados emergentes. A Ásia continuará sendo o coração do banco, enquanto América Latina e Oriente Médio continuarão sendo áreas de crescimento, disse. As informações são da Dow Jones. 

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