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Para estimular álcool, governo acaba com crédito do açúcar

Para estimular álcool, governo acaba com crédito do açúcar

Atualizado: Quarta-feira, 22 Junho de 2011 as 10:55

O governo vai apoiar a produção de álcool combustível para evitar que os altos preços do começo do ano se repitam em 2012. A produção de açúcar, que concorre com o etanol, não terá um único centavo de investimento público. O ministro de Minas e Energia, Edison Lobão, informou que o crédito oficial para o açúcar vai acabar para incentivar os produtores a apostar no combustível.

- Não somos contra o açúcar, mas somos mais a favor do etanol neste momento. É uma questão estratégica de atender ao interesse nacional de produzir etanol, para que não haja desabastecimento e os preços não se elevem.

No início deste ano, a escassez do produto pressionou o valor dos combustíveis, colaborando para acelerar os índices de preços, o que forçou o Banco Central a elevar os juros. O ministro afirma que não chegou a haver desabastecimento, "nem haverá", mas admite que os preços subiram muito, e refletiram na inflação.

O governo também vai abrir uma linha de crédito no BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) para atender os produtores de etanol "na medida exata da necessidade desses produtores". Não haverá limite de recursos pré-fixado para garantir o aumento da produção do etanol.

Outra medida do governo será a formação de um estoque regulador de 30 dias. O governo acredita que um mês é prazo suficiente para manter a demanda sob controle. Os distribuidores é que têm de estocar, mas hoje eles só têm capacidade para armazenar por cinco dias, enquanto a capacidade de estocagem da Petrobras é de 15 dias.

Hoje, só os produtores é que têm condições de estocar por seis meses o etanol. Diante disso, a solução do governo para contornar o problema da falta de estrutura física dos distribuidores é precisamente o uso da estrutura dos produtores.

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