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Quatro feridos em explosão seguem internados em hospitais do Rio

Quatro feridos em explosão seguem internados em hospitais do Rio

Atualizado: Segunda-feira, 17 Outubro de 2011 as 4:43

Quatro feridos na explosão em um restaurante na Praça Tiradentes, no Centro, seguem internados nesta segunda-feira (17) em hospitais públicos do Rio de Janeiro. A explosão ocorrida na quinta-feira (13) deixou 3 mortos e 17 feridos.

Segundo a Secretaria municipal de Saúde, três vítimas permanecem em estado grave. O quarto ferido tem quadro de saúde estável.

Três feridos estão no Hospital Souza Aguiar, no Centro. Dois deles, uma garçonete e um funcionário do restaurante, estão no CTI. Eles foram operados na quinta-feira (13). A jovem teve fraturas no tórax e no fêmur e lesões no abdômen, e o rapaz, traumatismo craniano e de tóxax. O outro paciente, que segue estável, não chegou a ser operado.

Um outro homem, que também seria funcionário do restaurante, está internado em estado grave no Hospital Miguel Couto, no Leblon, na Zona Sul da cidade, mas seu quadro já mostra sinais de evolução, segundo a Secretaria de Saúde. Ele teve traumantismo craniano grave.   Ruas ainda interditadas

Quatro ruas do Centro da cidade permanecem interditadas na manhã desta segunda no local onde houve a explosão . Segundo o Centro de Operações Rio, a interdição é para garantir a segurança de motoristas e pedestres.

As vias interditadas são Rua Visconde de Rio Branco (na altura da Praça Tiradentes), Rua da Carioca, Rua da Assembleia (a partir da Avenida Rio Branco), Avenida República do Paraguai (em frente à Rua Evaristo da Veiga, em direção à Rua da Carioca). Será feita uma nova avaliação do local nesta segunda.

Seis cilindros de gás retirados de local

No domingo (16), operários da empresa contratada pela prefeitura do Rio para remover os escombros do restaurante retiraram do subsolo do prédio seis cilindros de gás de 45 kg, cada um. Segundo o engenheiro Fábio Bruno Pinto, responsável pelo trabalho, os cilindros estavam numa área próxima de onde seria o vestiário dos funcionários do restaurante. O material já foi encaminhado à perícia.

Mangueira e fita isolante

No sábado (15), os operários encontraram no subsolo do edifício o pedaço de uma mangueira atada a uma válvula que pertenceria a um cilindro de gás. De acordo com o delegado Antônio Bonfim, da 5ª DP (Mem de Sá), o material pode ajudar a esclarecer o vazamento, já que a mangueira estava envolvida em fita isolante.

“Isso pode ser um indício do vazamento de gás. Essa mangueira se encaixa exatamente no pedaço de cilindro que foi encontrado a cerca de 30 metros do restaurante, no dia da explosão, segundo o perito que acompanha a remoção" , disse o delegado.

A assessoria de imprensa da empresa fabricante da mangueira garantiu que o material é utilizado em botijões de 13 kg, e não em cilindros.

Depoimento do proprietário

O dono do restaurante Filé Carioca só vai prestar depoimento nesta segunda , na 5ª DP (Mem de Sá), informou o delegado Bonfim. Segundo ele, surgiram novos elementos que precisam ser explicados, como a existência de gravações de imagens do circuito interno do restaurante e de recarga e manutenção do sistema de gás do recinto.

De acordo com o delegado, as imagens estão no disco rígido do computador , encontrado sob os escombros do prédio. Segundo Bonfim, o dono do restaurante conseguia ver de casa o que acontecia no estabelecimento, mas não tinha como gravar as imagens de lá.

Costelas quebradas

O advogado do dono do restaurante, Bruno Castro, esteve na delegacia na tarde de sábado (15) e informou que seu cliente ainda está muito abalado, sendo acompanhado por um médico. O irmão do proprietário, que era gerente do restaurante, teve fratura de costelas e também deverá prestar depoimento nesta segunda.

Castro contou ainda que, segundo seus clientes, o restaurante estava regularizado, já que tinha alvará da prefeitura para funcionar, e que o estabelecimento não foi fiscalizado pelo Corpo de Bombeiros porque não fazia parte do condomínio do edifício Riqueza.        

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