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Superávit em conta corrente no Japão cai 34,3% em março

Superávit em conta corrente no Japão cai 34,3% em março

Atualizado: Quinta-feira, 12 Maio de 2011 as 10:58

TÓQUIO - O superávit em conta corrente do Japão teve contração de 34,3% no mês de março, na comparação com o mesmo mês do ano passado, informou o governo. Foi a primeira queda dos últimos dois meses e ocorreu depois que o terremoto e o tsunami de 11 de março interromperam a produção das fábricas e as exportações do país.

Medida mais ampla do comércio e do investimento internacional, o superávit em conta corrente ficou em 1,679 trilhão de ienes (US$ 20,746 bilhões) em março, de acordo com dados divulgados pelo Ministério das Finanças. Economistas consultados pelas agências Dow Jones e Nikkei previam superávit de 1,731 trilhão de ienes

O dado sublinha o impacto econômico do pior desastre natural do Japão em décadas, que provocou baixas recordes na produção industrial, no gasto das famílias e no sentimento do consumidor. O Ministério informou também que o Japão apresentou déficit comercial de 786,82 bilhões de ienes (US$ 9,722 bilhões) nos primeiros 20 dias de abril, comparado a um superávit de 154,60 bilhões no mesmo período do ano passado. Os números se baseiam em dados da alfândega e não incluem ajustes sazonais.

"Os dados de comércio para os primeiros 20 dias de abril mostram que o crescimento das importações é muito forte, ao passo que as exportações estão fracas", disse Yuichiro Nagai, economista do banco Barclays Capital em Tóquio. "Então, provavelmente veremos um déficit comercial em abril." As exportações japonesas caíram 12,7% no período, em relação ao mesmo intervalo de 2010, enquanto as importações saltaram 14,2%. Os dados da conta corrente tiveram pouco impacto sobre o mercado de câmbio, pois vieram em linha com as previsões, disseram economistas.

O Banco do Japão (BOJ, banco central) informou que os empréstimos bancários tiveram queda modesta de 0,1% em abril, no menor declínio desde novembro de 2009, com aumento nos empréstimos por bancos regionais e de cidade. As informações são da Dow Jones.

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