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34% dos jovens de 15 a 17 anos ainda estão no ensino fundamental, aponta estudo

34% dos jovens de 15 a 17 anos ainda estão no ensino fundamental, aponta estudo

Atualizado: Sexta-feira, 23 Maio de 2008 as 12

A pesquisa Juventude e Políticas Sociais no Brasil, divulgada na última terça-feira, 20/05, pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), destaca a distorção idade-série como um dos maiores problemas na área educacional. Quase 34% dos jovens de 15 a 17 anos ainda estão no ensino fundamental, quando pela idade deveriam estar cursando as séries do ensino médio. Na faixa etária de 18 a 24 anos, apenas 12% dos jovens está no nível adequado, ou seja, o ensino superior. Nessa mesma faixa etária chama atenção o fato de que mais de 30% já largou os estudos. Na população de 25 a 29 anos, apenas 13% continua estudando, sendo que 7% está na educação superior.

A pesquisa do Ipea é uma compilação de outros estudos que abordam a temática juventude e aponta que a proporção de jovens fora da escola é crescente conforme a faixa etária. Entre os jovens de 15 a 17 anos, 17% não estuda. Na faixa etária de 18 a 24 anos esse percentual sobe para 66% e de 25 a 29 anos para 83%.

O estudo indica ainda a evasão escolar como sintoma de “um percurso educacional irregular”, que “algumas vezes são seguidos por retomadas”. Dos jovens que abandonaram a escola, 61,6% o fizeram uma vez, 20,1% duas vezes e 16,7% três vezes. Entre os homens, a principal motivação para a interrupção dos estudos é a oportunidade de emprego (42,2%). Entre as mulheres, a maior causa é a gravidez (21,1%).

Entretanto, houve melhora com relação à proporção de jovens em idade adequada no ensino médio. Segundo o estudo, em 1996, 82% dos jovens de 15 a 17 anos freqüentavam alguma modalidade de ensino, mas apenas 47,3% estava na faixa adequada, o ensino médio. Em 2006, esse índice subiu para 96,3%.

A pesquisa alerta que na faixa etária de 15 a 17 anos, as taxas de freqüência “encobrem desigualdade de diversas ordens”. Um recorte regional, por exemplo, revela o contraste entre as regiões Sul/Sudeste e Norte/Nordeste. Enquanto a freqüência líquida no Sudeste, em 2006, situava-se perto de 58%, no Nordeste o índice era apenas de 33,3%.

As desigualdades também são verificadas entre os jovens do campo e da cidade. Segundo a pesquisa, em 2006, a proporção de jovens de 15 a 17 anos que freqüentavam o ensino médio era de 50,3% nas áreas urbanas, contra apenas 26,0% no meio rural.

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