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Aluna passa mal após dedetização da escola, em Bauru

Aluna passa mal após dedetização da escola, em Bauru

Atualizado: Sexta-feira, 11 Novembro de 2011 as 4:16

A dedetização de uma escola municipal de ensino infantil, em Bauru, gerou reclamações nesta quinta-feira (10). O procedimento, que faz parte do calendário anual escolar da cidade para eliminar insetos e bichos de dentro das escolas, acabou provocando reação alérgica em uma aluna.

Segundo a diretora da escola, Maria Aparecida Bergamaschi, somente uma menina ficou com a pele levemente pipocada por causa do veneno utilizado, que é à base de água. “Mas na parte da tarde, fui até a casa da garota e conversei com a avó dela e a menina já estava bem, brincando no computador”, disse Maria Aparecida.

A dedetização aconteceu no final da tarde de quarta-feira (9), e segundo a diretora, o prédio estava todo vazio. “Só estavam eu e outras duas funcionárias acompanhando o trabalho da empresa responsável. Como existem muitos insetos, como aranhas e baratas, animais peçonhentos e até pequenos lagartos, esse tipo de dedetização é realizada anualmente na escola”, comentou.

A Secretaria Municipal de Educação de Bauru informou que esse tipo de serviço é contratado via licitação e, a empresa vencedora, precisa dar todas as garantias da não toxidade de seus produtos. “As exigências são muitas e a empresa deve cumprir todo o protocolo. Tanto que esse tipo de licitação é um processo demorado, por se tratar de dedetizar espaços frequentados por crianças”, explicou Lane Mary Gamba, diretora de departamento de educação infantil da Secretaria de Educação.

Ela disse que, como a cidade possui 66 escolas de ensino infantil, 16 escolas de ensino fundamental além dos dois prédios da secretaria, o agendamento da dedetização é feito diretamente entre a empresa e a escola, não sendo possível fazer aos finais de semana. “No caso desta EMEII em que ocorreu o problema da menina, a diretora não estava sabendo da dedetização. Porém, quando as mães foram deixar os seus filhos na escola, ela recomendou que as crianças que possuíam algum tipo de alergia ou que pudessem ficar em casa, que fossem embora. Já os alunos que não tinham como ir para casa, ficariam num local afastado das salas de aula, mas dentro da escola”, disse a representante da Secretaria de Educação.    

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