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Alunos e professores falam línguas diferentes no interior do PR

Alunos e professores falam línguas diferentes no interior do PR

Atualizado: Sexta-feira, 23 Abril de 2010 as 12

 Alunos e professores que falam línguas diferentes. Essa é a situação de uma escola do interior do Paraná.

Robson tem oito anos. A colega sopra o nome de onde moram: "Damaracaju". Em uma escolinha rural de Terra Roxa, no oeste do Paraná, professora e alunos não falam a mesma língua. Das 87 crianças, 40 são índios e a maioria entende pouco o português.

"Não tem como eu conversar, às vezes, com muitos deles. Tem uns que não entendem nada mesmo. Eles falam guarani. Algumas coisas eu já aprendi até para passar para eles, senão fica muito difícil", afirma a professora Andressa Tessari.

Uma aluna auxilia a professora na tradução, mas ela faltou à aula. Parte das crianças indígenas não tem carteira de identidade, certidão de nascimento e aí começa outro problema.

"Nós não temos como matriculá-los normalmente, então mais tarde, eles vão ter problemas para ir ao ensino fundamental", diz a secretária municipal de Educação, Eliane Godói.

A escola não recebe recursos para alunos sem registro. Na turma da primeira série, por exemplo, vieram seis livros de matemática para quase 30 alunos. Para atender a todas as turmas, a comunidade teve de improvisar, e dividir uma das salas de aula ao meio.

Só que o espaço ficou muito pequeno e é neste aperto que os alunos estudam. Falta lugar até para a professora que tem que sentar na cadeirinha dos alunos.

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