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Alunos escolhem destinos incomuns para intercâmbio

Alunos escolhem destinos incomuns para intercâmbio

Atualizado: Sexta-feira, 15 Abril de 2011 as 9:41

Depois de escolher o curso e o programa de intercâmbio que deseja fazer, o estudante deve optar pelo mais difícil: o país de destino.

Não é apenas o aprendizado em sala que conta ao arrumar as malas para estudar fora de casa. Também contam as possibilidades de lugares para visitar, a chance de fazer futuras amizades, a vivência com uma cultura diferente e até o clima e a oferta de moradia e emprego no novo país.

Com tudo isso, na contramão de quem procura por nações conhecidas, como Estados Unidos, alguns estudantes preferem ir para países diferentes e menos procurados.

Ivan Nisida, 21, está no terceiro ano do curso de relações internacionais da PUC-SP (Pontifícia Universidade Católica de São Paulo). Ele elegeu três opções para o intercâmbio: Bolívia, Chile e Uganda. Optou por conhecer o país africano e passou seis semanas (um mês e meio) trabalhando em um projeto com mães solteiras com HIV em Kampala, capital de Uganda.

- Era a minha chance de conhecer a África, não só como turista, e ainda voltar com uma experiência cultural muito rica.

Ivan embarcou pouco antes do Natal de 2010 – foi a primeira ceia longe de casa. O estudante conta que, na noite do dia 24 de dezembro, foi recebido por uma família ugandesa, amiga de um aluno chinês que conheceu no país. Ele pôde experimentar um banquete de comidas típicas.

- Foi ótimo, eles me receberam muito bem. Vivi quase como um nativo lá. Morei em uma favela, fazia compras em um mercadinho perto de casa, cozinhava, lavava a minha roupa. Esse lado também foi bom, porque foi a primeira vez que tive que me virar sozinho.

Apesar de o inglês ser a língua mais usada na Uganda, Ivan diz que se esforçou para aprender luganda, a língua da região onde ficou. Isso abriu portas ao jovem por onde passou.

- Gostei tanto que pensei em trancar a faculdade para voltar e passar mais seis meses lá. Existe muito preconceito com a África. A estrutura no país é precária e, se você não vai disposto a passar por essa experiência, se assusta mesmo. Mas é um ótimo lugar. Conheci pessoas muito interessantes.

Lituânia

Pela primeira vez em grandes feiras de intercâmbio do Brasil o estande da Lituânia foi bem procurado. Houve quem quisesse conhecer a cultura menos famosa do que outras europeia.

O país da costa báltica tem atraído muitos brasileiros nos últimos anos. A não-obrigatoriedade de visto para passar três meses em solo lituano e os baixos custos, comparados a outros países da União Europeia, são alguns dos atrativos oferecidos.

Os preços dos programas para estudar idiomas na Lituânia variam de R$ 350 a R$ 805 (de 150 a 350 euros). Os voos, de ida e volta, saem entre R$ 2.000 a R$ 2.530 (860 a 1.100 euros).

Estudantes que sonham cursar medicina podem se inscrever na Lithuanin University Sciences, importante instituição que também abre as portas para os cursos de odontologia, farmácia e estudos avançados de saúde pública para estrangeiros.

Índia

Para os que desejam visitar a terra do Taj Mahal, a Sharda University - uma das instituições mais procuradas da Índia e ganhadora do prêmio de Melhor Universidade Privada pela Times Research - também está de portas abertas.

Há vagas para quem pretende estudar engenharia e tecnologia, negócios, ciências dentais, ciências médicas e artes, entre mais de 75 opções de cursos de curta ou longa duração.

Quem vai estudar inglês ou negócios, entre cinco a dez semanas, desembolsa em média R$ 2.100 (U$ 1.250) - já com o valor da acomodação no país, muito explorado em filmes e novelas dos últimos anos. Gastando pouco, os estudantes vão cada vez mais longe e voltam, além de qualificados, cheios de história para contar.

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