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Apaixonada por engenharia mergulha nos estudos para passar na Fuvest

Apaixonada por engenharia mergulha nos estudos para passar na Fuvest

Atualizado: Segunda-feira, 21 Novembro de 2011 as 11:05

Carolina Nenartavicius com capacete de engenheira em uma brincadeira na escola (Foto: Arquivo pessoal)     Engenharia civil em São Carlos é o curso mais concorrido do vestibular da Fuvest com 52,27 candidatos por vaga. A divulgação da concorrência surpreendeu a estudante Carolina Emilia Nenartavicius, de 18 anos. Ela se inscreveu para disputar uma das 60 vagas do curso de engenharia civil da USP e não esperava que outros 3.135 estudantes tivessem a mesma ideia. Apesar do aumento na concorrência, Carol não desanimou. “Estou me preparando desde o início do ano. Quero muito me tornar engenheira”, diz a jovem.

A prova da primeira fase da Fuvest será neste domingo (27). Estão inscritos 146.892 candidatos. Nestes últimos dias antes da prova, Carol quer revisar os principais pontos das matérias, dar um reforço em história, onde costuma ter dificuldades, e em física, já pensando na segunda fase. “Vou estudar para a prova até quinta-feira, depois vou relaxar para não chegar muito cansada no dia do vestibular.”

Carolina Nenartavicius, de 18 anos, vai prestar

engenharia civil na Fuvest (Foto: Arquivo pessoal) A paixão por engenharia civil é antiga. No colégio, Carol já foi até fantasiada com macacão e capacete de obra em uma brincadeira para arrecadar fundos para a festa de formatura do ensino médio. “É um mercado que está dando muitas oportunidades de trabalho, mas a verdade é que sempre gostei de obras, tenho até uma prima engenheira”, avalia Carol. Ela acha também que as mulheres estão mudando o perfil da profissão. “Tenho muitas amigas que fazem engenharia civil.”

Ela chegou a prestar o vestibular da Fuvest para o curso em São Carlos no ano passado, mas não passou da primeira fase. Moradora de Carapicuíba, na Grande São Paulo, Carol fez o ensino médio na Escola de Ensino Fundamental, Médio e Técnico Professora Maria Theodora Pedreira de Freitas, na região de Alphaville em Barueri. “Tive uma boa base que me ajudou a ter um bom desempenho no Enem, mas na Fuvest é preciso estudar muito”, destaca. “Eu era uma das melhores alunas, mas não o suficiente para passar na Fuvest.”

Campus da USP em São Carlos (Foto: Marcos

Santos/USP Imagens ) Em fevereiro, a jovem ganhou uma bolsa parcial no cursinho Objetivo, também em Alphaville. Carol voltou toda a sua rotina para os estudos. Pela manhã ela faz as aulas no cursinho. À tarde, horas trancada com os livros e apostilas. Ela também faz grupos de estudos com amigos do cursinho e participa dos plantões de dúvidas. Fez simulados, prestou o Enem, e já deixou o nervosismo passar depois da primeira fase da Unicamp, realizada no dia 13. “Acertei 28 das 48 perguntas e fiz boas redações”, diz a estudante, que também concorre para engenharia na universidade de Campinas.

Carol vai fazer ainda os vestibulares para a Unesp e o Mackenzie e tentar vagas na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e na Universidade Federal do ABC com a nota do Enem. Sempre com o apoio da mãe, que trabalha como assistante de vendas de uma empresa, a jovem estudante tem planos de ir morar no interior para fazer a tão disputada faculdade. "Se eu for morar em São Carlos vou tentar vir todo fim de semana passar um tempo com ela", diz a filha coruja. "Mas vale a pena mudar."          

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