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Após ataque, mãe quer se matricular em escola para ajudar a filha

Após ataque, mãe quer se matricular em escola para ajudar a filha

Atualizado: Sexta-feira, 15 Abril de 2011 as 9:54

A costureira Rosângela da Costa Cruz, de 46 anos, resolveu voltar a estudar para ajudar sua filha superar o trauma da tragédia em Realengo, na Zona Oeste do Rio. “Vou regredir para acompanhar minha filha, a pedido dela mesmo, que falou: ‘mãe volta, me ajuda, eu quero que você volte’, conta a mãe de Lorraine Cruz, de 15 anos.

Rosângela conta que não chegou a concluir os estudos, mas diz que pretende retomá-los para incentivar a filha, ainda bastante abalada com a tragédia. Mas ela terá que comprovar, ao menos, que concluiu a 5ª série.

Junto com outros pais, Rosângela participou de uma reunião nesta quinta-feira (14) na Escola municipal Tasso Tasso da Silveira, onde um atirador matou 12 crianças no dia 7. A segurança foi o principal tema do encontro, que durou cerca de uma hora.

Segundo os pais, uma das decisões tomadas na reunião seria de que a Guarda Municipal faria segurança permanente na unidade, mas, procurada pelo G1, a assessoria da Guarda não confirma essa informação.

A tragédia na escola também marcou Alice Adão de 11 anos, filha da dona de casa Elaine Adão. No entanto, apesar de ter dormido mal nos dois primeiros dias, a menina agora quer voltar logo a estudar. “Ela só está preocupada se vai repetir. Já conversamos e eles estão mesmo preocupados com a cabecinha das crianças”, disse Elaine.

Os pais que estiveram na reunião contaram ainda que alguns seguem com receio de retornar as aulas. Ainda segundo os pais, uma das salas atacadas será transformada numa biblioteca e a outra será reservada para crianças com necessidades especiais.

Readaptação deve levar três semanas

As aulas, no entanto, serão retomadas gradativamente em até três semanas. Nos primeiros dias, a previsão é que os alunos participem apenas de atividades lúdicas e as turmas voltem às suas rotinas aos poucos.

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