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Assembleia de estudantes da USP decide nesta quinta se mantém greve

Assembleia de estudantes da USP decide nesta quinta se mantém greve

Atualizado: Quinta-feira, 10 Novembro de 2011 as 11

Estudantes detidos perto de ônibus em delegacia

(Foto: Paulo Toledo Piza/G1) Estudantes da Universidade de São Paulo (USP) que estão em greve desde a quarta-feira (9) decidem nesta quinta (10), a partir das 18h, se mantêm a paralisação. A reunião entre os alunos está prevista para acontecer no Largo de São Francisco, na região central da capital, sede da Faculdade de Direito da USP.

Além da assembleia, acontece às 14h um ato em apoio aos 72 detidos na madrugada de terça (8) pela Polícia Militar durante ação de reintegração de posse do prédio da reitoria, situado na Cidade Universitária, na Zona Oeste da capital paulista. Após a prisão, os jovens, a maioria estudantes, foram levados ao 91º Distrito Policial, onde foram indiciados por dano ao patrimônio público e desobediência a ordem judicial.

Um mutirão organizado por movimentos sociais arrecadou R$ 39.240 para a fiança. Foi fixado R$ 545 para cada preso. Depois de efetuado o pagamento, a polícia liberou os estudantes entre o fim da noite e o início da madrugada de quarta.

A manifestação desta quinta também pedirá a saída da PM da universidade e a retirada de processos contra estudantes e servidores. Segundo os manifestantes, as ações judiciais foram movidas por perseguição política.

Nesta quarta, a Associação de Docentes da Universidade de São Paulo (Adusp) decidiu apoiar os alunos no ato que será realizado nesta quinta-feira, mas não aderiu à proposta de greve apresentada por um dos professores. Cerca de 80 docentes, segundo a Adusp, participaram da assembleia. Os professores também aprovaram “envidar esforços políticos” junto à Assembleia Legislativa de São Paulo para anistiar estudantes, servidores e professores de processos administrativos e criminais abertos pela administração da universidade.

Assembleia

Na noite da terça, cerca de 2 mil alunos da USP indignados com a prisão dos colegas se reuniram em assembleia geral na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH) e decidiram pela greve.

Na reunião também foi decidido que não haveria novas ocupações ou acampamentos no campus. Também foi votado o apoio aos estudantes e servidores detidos na terça e a saída do reitor da universidade, João Grandino Rodas.

Ocupação

O estopim para a ocupação de 12 dias na USP começou no em 27 de outubro, quando a PM, em um patrulhamento pelo campus, deteve três alunos com maconha. Houve protesto e, no mesmo dia, os universitários ocuparam a sede administrativa da FFLCH.

Em 1º de novembro, durante assembleia, os estudantes decidiram desocupar o prédio da FFLCH, mas um grupo dissidente também fez uma votação e resolveu invadir o edifício da reitoria.

No dia 3, a Justiça autorizou a reintegração de posse do prédio da reitoria. Caso os estudantes não cumprissem a ordem, a juíza que concedeu a liminar em favor da USP autorizou, "como medida extrema”, o uso de força policial.

Representantes da reitoria, dos alunos e do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade de São Paulo (Sintusp) se reuniram para tentar chegar a um acordo, mas não houve avanços.        

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