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Aumentam matrículas na educação infantil

Aumentam matrículas na educação infantil

Atualizado: Sexta-feira, 19 Setembro de 2008 as 12

Em um ano, o percentual de crianças de quatro e cinco anos que ingressaram na educação infantil aumentou de 67,6% para 70,1%. Os dados são da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2007, divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) nesta quinta-feira, 18. A pesquisa mostra que a região Nordeste é a que tem mais crianças nessa faixa etária estudando: 76,8%, sendo que o Ceará, a Paraíba e o Rio Grande do Norte têm percentuais de cobertura de 80% ou mais.

“Essa é a melhor notícia da Pnad em relação à educação”, afirma o secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do MEC, André Lázaro. “Todos os estudos mostram que, se a criança começa mais cedo, permanece mais tempo na escola.” Lázaro destaca o trabalho dos municípios como um dos fatores que levaram ao índice.

Na faixa etária de seis a 14 anos, 97% da população está na escola. Essa taxa, segundo o secretário, já incorpora o ensino fundamental de nove anos. “O Brasil está escolarizando mais cedo suas crianças e criando uma geração escolarizada. É isso que vai mudar o perfil educacional brasileiro, porque as ações na educação são de longo prazo”, sinaliza André Lázaro.

O secretário explica que as políticas públicas para a educação infantil combatem uma das dimensões do analfabetismo de jovens e adultos: ingresso de jovens analfabetos com 15 anos nesse universo. Para ele, o Plano de Desenvolvimento da Educação, a Prova Brasil e a Provinha Brasil são instrumentos que ajudam a identificar problemas no domínio da leitura e da escrita desde cedo, permitindo ações imediatas.

Já em relação à segunda dimensão — a população de 15 anos ou mais — o percentual de analfabetismo caiu em relação a 2006: era 10,4% e passou para 10%. Segundo André Lázaro, o analfabetismo é um fenômeno adulto, ou seja, os jovens estão tendo mais acesso ao ensino. Isso porque, de acordo com os dados da Pnad, a taxa de analfabetismo da população de 15 a 24 anos é de 2,2%, enquanto a da população de 25 anos ou mais é de 12,5%. Ambas decresceram em relação a 2006, quando eram de 2,4% e 13% respectivamente.

Com o programa Brasil Alfabetizado, o atendimento aos jovens e adultos analfabetos cresceu. A meta para 2008 é atender a 1,3 milhão de pessoas, mas o número pode ser maior, de acordo com o secretário. O MEC investiu R$ 300 milhões no programa em 2007. A novidade foi a criação do teste cognitivo para os alunos que entram e para os que se formam nas turmas de alfabetização, na mesma escala que outros testes de aferição, como a Provinha Brasil.

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