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Brasil ruma ao 'top 10' de artigos científicos, diz presidente da Capes

Brasil ruma ao 'top 10' de artigos científicos, diz presidente da Capes

Atualizado: Quinta-feira, 16 Setembro de 2010 as 11:46

O presidente da Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), Jorge Almeida Guimarães, afirmou nesta terça-feira (14) que o Brasil deve chegar nos próximos anos ao ranking dos dez países que mais produzem artigos científicos no mundo. "Assim como o país já possui um dos dez maiores PIBs (Produto Interno Bruto) do mundo, o objetivo é chegar nesse mesmo patamar dentro dos próximos anos", disse ele durante coletiva de imprensa para divulgação da avaliação trienal de cursos de pós-graduação.

 

"A avaliação da pós-graduação no país é importante porque mostra avanço na produção de pessoal qualificado. E mais de 90% da produção de conhecimento científico vem da pós-graduação no Brasil", ressaltou Jorge Guimarães. A avaliação da Capes mostrou que já existem 4.099 cursos de pós disponíveis no Brasil. Entretanto, 85 deles (2,1%) não alcançaram o desempenho nos padrões estabelecidos pelo órgão e devem ser fechados. De acordo com o levantamento de 2009, feito anualmente em referência ao ano anterior pela empresa Thomson Reuters, o país ocupa a 13ª posição em produção de artigos científicos, atrás de Estados Unidos, China, Alemanha, Japão, Inglaterra, França, Canadá, Itália, Espanha, Índia, Austrália e Coréia do Sul (respectivamente do 1º ao 12º). O levantamento deste ano (referente a 2009) ainda não foi divulgado.

"A produção de doutores e a publicação de artigos em revistas científicas são os melhores parâmetros para avaliar a pós-graduação no país. Atualmente, temos em torno de 2% do PIB do mundo e 2% dos artigos publicados", disse o pró-reitor de pós-graduação da Unicamp, Euclides de Mesquita Neto, em entrevista. A Unicamp foi uma das universidades brasileiras que mais tiveram curso com nota máxima na avaliação trienal.

O pró-reitor ressaltou, no entanto, que o número de doutores no país ainda é muito baixo em comparação com os países no topo do ranking. "O Brasil tem apenas 1,4 doutores por mil habitantes, enquanto os Estados Unidos têm 8,4 e a Alemanha tem 13,6. É preciso aumentar esse número, inclusive para aumentar a presença de doutores também na indústria", afirma. Segundo ele, 80% dos doutores no Brasil estão na academia e o restante na indústria. "Em países mais desenvolvidos, essa situação é espelhada (50% em cada área)."

O Brasil passou da 22ª posição no ranking da Thomson Reuters, atingida em 2000, para a 15ª em 2007, até conseguir a atual colocação. "O ranking deste ano ainda não foi divulgado, mas nossa expectativa é de que já tenhamos subido uma ou duas colocações", disse o presidente da Capes.

Postado por: Thatiane de Souza

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