MENU

Candidatos consideram difícil a prova de matemática da Unicamp

Candidatos consideram difícil a prova de matemática da Unicamp

Atualizado: Segunda-feira, 17 Janeiro de 2011 as 11:01

Estudantes ouvidos pelo G1 na saída do primeiro dia da segunda fase do vestibular da Unicamp a Universidade Paulista (Unip), campus Swift, em Campinas, consideraram as questões de matemática as mais difíceis da prova deste domingo (16). A prova reuniu 12 questões de matemática e 12 de português. Nesta segunda-feira (17), a prova será de ciências humanas e artes, com 18 questões, e de língua inglesa, com seis questões.

O G1 vai trazer ainda neste domingo a correção da prova feita por professores dos cursinhos Anglo, Etapa e Objetivo.

Talita Zanfelice, de 18 anos, que concorre a uma vaga no curso de fonoaudiologia, disse que a prova de matemática foi exigente. "Caíram muitas perguntas sobre função", afirmou. "Por outro lado, literatura e português foram fáceis", avaliou a candidata.

Jorge Augusto Tukada, de 18 anos, que presta para análise de sistemas, considerou a prova de matemática foi muito trabalhosa e exigiu muito cálculo. Já a de português foi baseada em interpretação de textos. "Se fosse só pela prova de hoje, acho que daria para passar", disse Tukada. "Mas ainda tenho muita coisa pela frente."

Para Leila Akemi, de 22 anos, candidata a uma vaga no curso de educação física, a prova estava bem feita e as questões não estavam impossíveis de serem resolvidas. Ela disse que há cinco anos prestou vestibular para história e não passou nem para a segunda fase. Desta vez, sem fazer cursinho foi aprovada para a segunda etapa. "Gostei do novo formato do exame. Matemática estava um pouco mais difícil, mas quem estudou para valer conseguiu fazer."

O estudante Diego Felipe Zanardo, também de 18 anos, que presta para análise de desenvolvimento de sistemas, considerou a prova de matemática difícil. "Exigiu muito conhecimento específico, mas acho que deu para ir bem", comentou.

Candidata chegou com portões fechados

Os portões da Universidade Paulista (Unip), campus Swift, em Campinas, foram fechados pontualmente às 13h.

Segundos depois, uma candidata chegou e não conseguiu entrar. Poliana José de Matos da Silva, de 19 anos, ficou deseperada ao ver os portões fechados. Ela disse que é de Minas Gerais e mora em Campinas há dois meses. A jovem concorria a uma vaga no curso de Ciências do Esporte e Educação Física. "Tive de pegar dois ônibus e me perdi, não conhecia o local de prova."

Marlon Cezar Domingos Rodrigues, de 17 anos, chegou ao local de prova por volta de 10h30 acompanhado pela mãe, a costureira Ilma Domingos Rodrigues, de 42 anos. Ele concorre a uma vaga no curso de engenharia da computação.

"Prestei vestibular da Unicamp só para conhecer. Não esperava que seria aprovado. Estou tranqüilo, minha família está mais nervosa do que eu. Acho legal minha mãe me acompanhar nas provas, ela vem sempre que pode", disse. Ilma afirmou que gosta de participar de tudo que os filhos fazem. "É um incentivo."

Letícia Ferrari, de 18 anos, quer estudar biologia. Antes de entrar na prova, ela disse que o nervosismo sempre bate. "Fui razoável na primeira fase e espero que a prova seja mais fácil que a segunda fase da USP. Estou confiante."

Marila Torres de Aguiar, de 17 anos, presta vestibular para matemática e mora em Pouso Alegre (MG). Os pais, os corretores de seguros Liliana Torres de Aguiar, de 46 anos, e Carlos Aguiar, de 47, sempre a acompanham nas provas. Além da Unicamp, ela prestou vestibular da USP e da UFTM.

"Estou tranqüila e acho que vou conseguir ir bem na prova deste domingo, porque vão cair questões de matemática. Acho que vou conseguir passar.

Recorde de inscrições

As provas seguem até terça-feira (18), sempre das 13h às 17h. Neste ano 16.644 candidatos aprovados para a segunda fase disputam 3.444 vagas em 66 cursos da Unicamp e dois cursos da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp). O vestibular recebeu número recorde de inscrições, 57.201.

Os exames são aplicados em 21 cidades: Campinas, São Paulo, Mogi-Guaçu, Jundiaí, Limeira, Piracicaba, Sorocaba, Santo André, Santos, Ribeirão Preto, São Carlos, São José dos Campos, Bauru, São José do Rio Preto, Rio de Janeiro, Brasília, Curitiba, Belo Horizonte, Salvador, Goiânia e Fortaleza.

Em cada dia de prova, os vestibulandos terão quatro horas para responder 24 questões dissertativas. No primeiro dia, domingo, a prova será de língua portuguesa e literatura, com 12 questões, e matemática, com 12 questões.

No segundo dia, segunda-feira (17), a prova será de ciências humanas e artes, com 18 questões, e de língua inglesa, com seis questões. O terceiro dia, na terça-feira (18), terá prova de ciências da natureza, com 24 questões.

Todos os candidatos devem fazer todas as provas da segunda fase, independentemente do curso escolhido. Além disso, os candidatos aos cursos de arquitetura e urbanismo, artes cênicas, artes visuais, dança e música farão, também, as provas de habilidades específicas, entre 24 e 27 de janeiro, em Campinas.

Caneta transparente

É obrigatório apresentar o original do documento indicado na inscrição. Os candidatos deverão levar caneta esferográfica transparente, borracha e uma pequena régua.

Só será permitido o uso de caneta esferográfica transparente nas cores azul ou preta. É vedada a utilização de calculadora, celulares e pagers, corretivo líquido, relógio com calculadora, bem como é proibido o uso de boné ou chapéu, ou quaisquer outros materiais estranhos à prova.

Candidatos que não levaram uma foto colorida 3x4 recente (com nome e número de inscrição anotados no verso) na primeira fase deverão entregá-la impreterivelmente no dia 16 de janeiro, primeiro dia de provas da segunda fase, sob pena de serem desclassificados do vestibular.

Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (19) 3521-7932 e (19) 3521-7665, pelo e-mail [email protected] ou pelo site do vestibular.

Por: Vanessa Fajardo

veja também