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Candidatos se dividem sobre mudanças na Fuvest

Candidatos se dividem sobre mudanças na Fuvest

Atualizado: Sábado, 21 Novembro de 2009 as 12

Mais de 128 mil candidatos testarão neste domingo (22) as mudanças da Fuvest. A edição 2010 do vestibular da maior faculdade do país não altera o número de questões nem as disciplinas cobradas na prova. Desta vez, a transformação estará no formato das etapas classificatórias, o que tem dividido bastante a opinião dos vestibulandos.

A partir deste ano, o desempenho do candidato na primeira fase, que passa a ser eliminatória, não fará diferença na nota final. Ou seja, o candidato só passa para a próxima etapa se atingir a nota de corte, mas sem levar pontos.

Adão de Souza, 26, que presta a Fuvest pela primeira vez, disse estar frustrado com o novo formato. Segundo ele, os pontos a mais são decisivos nas provas da segunda fase, já que ?qualquer deslize? na formulação das respostas dissertativas pode distanciá-lo do tão esperado curso de física.

? Para mim, foi pior [a mudança da primeira fase]. Como as perguntas de múltipla escolha cobram, praticamente, a revisão das matérias, elas iriam garantir mais pontos em exatas.

A mudança, segundo o conselho de graduação da USP, foi feita para deixar o processo seletivo mais justo ? todos partem do mesmo ponto na segunda fase. Thamyris Appel, 18, que quer cursar administração, vê vantagens em a Fuvest não considerar mais a primeira fase no final.

? Agora, a segunda fase é uma nova fase. Vai igualar tudo de novo. Como gosto de escrever, acho que tenho mais chances.

Mas as alterações não pararam na primeira seleção; elas chegaram à etapa discursiva, também. Até o ano passado, na segunda fase, os alunos eram avaliados nas disciplinas específicas dos cursos, por até quatro dias. Agora, no entanto, ela será mais curta, feita em três dias.

Em 3 de janeiro, todos os candidatos responderão a 10 questões de português, além da redação. No dia seguinte, será a vez da prova sobre as matérias do ensino médio, com 20 questões de química, física, matemática, história, geografia e inglês. Como elas não trarão uma divisão entre as disciplinas, elas deverão ser mais interdisciplinares. No dia 5, os candidatos farão o exame de acordo com a carreira escolhida, com 12 questões de até três disciplinas.

Apesar de atenuar o caráter de maratona, com uma prova a menos para ser resolvida, a caloura Isabela Norberto, 19, diz que teria mais trabalho para passar da segunda fase este ano do que quando foi aprovada em letras, na edição passada.

? Antes, a gente não precisava se preocupar com todas as matérias; agora, tem que estudar até inglês para a segunda fase. Provavelmente, seria bem mais puxado, principalmente na prova de matemática, que não sou tão fã.

Sem Enem

Erika Monteiro dos Santos, 27, diz não se preocupar tanto com o novo formato. O que incomoda a candidata ao curso de direito é o Enem não valer mais nada na USP ? a Fuvest decidiu não adotar mais a pontuação do Enem, que poderia valer até 20% da nota final, após o adiamento do exame. Erika, que apostou todos os seus estudos na Fuvest, só iria fazer o Enem para ter um ?empurrãozinho a mais? no vestibular.

? Me prejudicou muito não ter mais o Enem [na Fuvest]. O jeito foi estudar mais para tentar acertar o maior número de perguntas na primeira fase. A vantagem é que, nessa fase, é mais fácil relacionar as opções de respostas com o conteúdo estudado em aula.

Para não prejudicar os alunos vindos da rede pública, como é o caso de Erika, a USP aprovou um bônus alternativo ao Enem. O benefício, que será calculado a partir da nota da Fuvest, poderá aumentar até 6% da pontuação do candidato nas duas fases. O acréscimo será proporcional ao número de pontos ? na primeira etapa, ele valerá só para quem acertar 22 ou mais questões.   fonte: r7.com

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