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Cresce número de universitários que escolhem a profissão pelo salário

Cresce número de universitários que escolhem a profissão pelo salário

Atualizado: Quarta-feira, 2 Abril de 2008 as 12

Livros, xerox, mensalidade da faculdade, alguns trocados para o lanche, e, é claro, o dinheirinho "sagrado" para o chopp e para a balada do final de semana. É..., universitário realmente tem muita despesa e a grana é sempre bem curtinha.

Tanta dureza tem feito muita gente escolher a profissão pensando no dinheiro, ou seja, no que vai ganhar somente e não levando em conta suas habilidade e a realização. É o que mostra uma pesquisa elaborada recentemente pelo CIEE-RJ (Centro de Integração Empresa Escola do Rio de Janeiro).

O estudo, realizado com jovens de 1º e 2º períodos da graduação de todas as universidades cariocas, cadastrados no CIEE-RJ, tinha como objetivo descobrir o que os jovens esperam do mercado de trabalho, como escolhem a profissão e qual a expectativa em relação à faculdade. Quase 90% deles disse não ter dúvidas sobre o que vai fazer, mas revelam que escolhem o estágio, sim, pela remuneração que ele oferece, independente da função que irão realizar.

A mesma pesquisa, realizada em 2004, mostrou que o item "necessidade financeira" era apontado por 16% dos entrevistados como o principal motivo para procurar estágio. Já nessa última pesquisa, em 2006, o percentual subiu para 28%. De acordo com o responsável pelo setor de pesquisa da instituição, Maurício Eiras Mesquita, as tendências vêm mudando, pois, hoje, os jovens estão cada vez mais preocupados com dinheiro. E isso é mais preocupante do que se pode imaginar.

Leda Pereira, gerente de RH da UVA (Universidade Veiga de Almeida), diz que, num mundo competitivo, no qual quase tudo pode ser copiado, cada vez mais o capital humano e seus talentos diferenciais são valorizados e reconhecidos. Neste caso, escolher a profissão pelo mercado e não pela aptidão é, realmente, um grande risco de insucesso e desmotivação. Ela acrescenta que a alta performance profissional requer base de competências essenciais para a sua realização. Logo, escolher a profissão com base nas aptidões eleva as possibilidades de bons retornos e reconhecimento do talento profissional.

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