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Curso para agricultores começa no próximo mês de março

Curso para agricultores começa no próximo mês de março

Atualizado: Quarta-feira, 7 Janeiro de 2009 as 12

Os 19 estados que aderiram ao Programa ''Projovem Campo – Saberes da Terra'' devem concluir este mês a matrícula de 35 mil jovens agricultores e cadastrá-los no sistema do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), autarquia do MEC que repassa recursos para o programa. Para fazer o cadastro, cada estado recebeu uma senha.

O ''ProJovem Campo – Saberes da Terra'' foi criado para qualificar agricultores com idade entre 18 e 29 anos, alfabetizados, mas que não tenham concluído o ensino fundamental. O curso tem duração de dois anos na modalidade educação de jovens e adultos, formação que integra teoria e prática, tendo como eixos a agricultura familiar e a sustentabilidade. Dos 35 mil agricultores a serem atendidos no período de 2009 a 2010, 21 mil vivem nos nove estados da região Nordeste.

De acordo com Eduardo D’Albergaria Freitas, especialista em políticas públicas da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade (Secad), os meses de janeiro e fevereiro serão utilizados pelas secretarias estaduais de educação e pelas 19 universidades parceiras do programa para os preparativos que antecedem o início do curso, previsto para março.

No caso das universidades, elas vão começar a formação dos 4.688 educadores e 240 coordenadores de turmas indicados pelas secretarias estaduais. A preparação dos educadores e coordenadores tem carga horária de 360 horas e transcorre durante dois anos. Para desenvolver a formação, as universidades recebem do MEC R$ 5.700,00 por educador e por coordenador. Aos estados, o FNDE transferiu, em novembro de 2008, R$ 42 milhões, recursos destinados a uma série de ações, entre elas, a matrícula e montagem das turmas. A verba total para os estados soma R$ 84 milhões.

Parceria

O ''ProJovem Campo – Saberes da Terra'' é uma ação do governo federal desenvolvida em parceria com as secretarias estaduais de educação e com uma rede de universidades públicas. A oferta de formação a jovens agricultores com pouca escolaridade reúne os ministérios da Educação, Desenvolvimento Agrário, Trabalho e Emprego, Meio Ambiente, Desenvolvimento Social e Combate à Fome e a Secretaria-Geral da Presidência da República.

Em 2008, as vagas foram distribuídas entre os estados que aderiram ao programa, que incluem os Territórios da Cidadania definidos em 2007, e os 12 estados que participaram do projeto-piloto Saberes da Terra, em 2005, que foi o embrião do Projovem Campo. Durante a formação, o aluno recebe um auxílio financeiro de R$ 100, a cada dois meses, que deve ser retirado com o cartão social nas agências do Banco do Brasil, mas deve também ter 75% de freqüência para receber o recurso e o certificado.

D’Albergaria Freitas explica que para atender as peculiaridades dos jovens agricultores, o curso será no sistema de alternância tempo-escola (aulas presenciais) e tempo-comunidade (pesquisa, estudo e prática agrícola), com duração total de 2.400 horas, das quais 1.800 horas na sala de aula. O currículo do Projovem Campo – Saberes da Terra aborda cinco temas: sistemas de produção e processo de trabalho agrícola; desenvolvimento sustentável e solidário; economia solidária; cidadania, organização social e políticas públicas; agricultura familiar, etnia, cultura e identidade. Além da temática profissional, os agricultores vão estudar linguagens, ciências exatas, formação humana e profissional. Para dar sustentação ao programa, a Secad vai distribuir sete cadernos para uso dos educadores e cinco cadernos para os alunos.

Vagas

As 35 mil vagas foram distribuídas entre estados das cinco regiões: Nordeste, 21 mil; Norte, 5.300; Sudeste, 4 mil; Sul, 2.700; e Centro-Oeste, 2 mil. A tabela mostra a relação dos estados, das universidades, alunos, turmas, educadores e coordenadores.

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