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Defensoria vai exigir que reitoria da UFRJ vistorie prédios históricos

Defensoria vai exigir que reitoria da UFRJ vistorie prédios históricos

Atualizado: Quarta-feira, 30 Março de 2011 as 9:17

A Defensoria Pública da União anunciou nesta terça-feira (29) que vai intimar a reitoria da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) a vistoriar, a partir da semana que vem, todos os imóveis tombados pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Na segunda (28) um incêndio destruiu parte de um prédio da universidade.

Segundo a assessoria de imprensa da Universidade Federal do Rio de Janeiro, a UFRJ só irá se pronunciar depois que receber o ofício da Defensoria Pública da União.

Construções históricas

Sede de cinco cursos, o prédio atingido pelo incêndio faz parte do Palácio Universitário. Segundo a UFRJ, ele não possui uma brigada de incêndio para o caso de acidentes. O reitor da universidade, Aloisio Teixeira, informou que o imóvel tinha apenas extintores.

"A empresa custou a dar o alarme. Quando os extintores foram mobilizados eles eram insuficientes para conter o fogo que estava se alastrando", disse o reitor.

No Centro do Rio, o Hospital Escola São Francisco de Assis, construído em 1789, está em péssimas condições.  Há um projeto de restauração aprovado, orçado em R$ 30 milhões, mas as obras só devem começar no meio do ano.

Na Praça da República, a reforma do prédio que já abrigou a Escola de Comunicação, que deveria ser concluída em abril, está atrasada segundo a direção do Iphan.

Outro prédio histórico, o Instituto de Filosofia e Ciências Sociais, também no Centro, não tem brigada de incêndio. A construção foi reerguida sobre uma obra inacabada do que seria a primeira catedral da cidade.

Ajuda da sociedade

Um dia após ser atingida por um incêndio, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) convocou nesta terça-feira (29) a sociedade brasileira para ajudar na reconstrução da capela de São Pedro de Alcântara. A igreja e um auditório foram completamente destruídos pelo fogo.

Em nota, a UFRJ informou que "o Palácio da Praia Vermelha não é propriedade sua, mas de toda a sociedade brasileira e da cidade do Rio de Janeiro em particular". E, para que a reconstrução seja possível, "é preciso o envolvimento de toda a sociedade. Nesse sentido conclamamos todas as forças vivas da cidade e do país – cidadãos, autoridades públicas, empresários, ex-alunos e ex-usuários do prédio - para que, juntos, iniciemos a luta imediata pela reconstrução da Capela e seu entorno".

Causas do incêndio

Na segunda-feira (28), durante o trabalho dos bombeiros para conter as chamas, alunos e funcionários da universidade apontaram que o fogo teria começado em uma obra de restauração do prédio da UFRJ.

A Polícia Federal realizou nesta terça-feira (29) uma perícia no prédio atingido pelo incêndio.

Em nota, a UFRJ informou que, "caso haja indícios de negligência por parte da empresa, a Universidade se reserva ao direito de procurar obter na Justiça a reparação indispensável".

Aulas voltam na segunda-feira

Segundo a UFRJ, as aulas para os cursos da Escola de Comunicação, das faculdades de Administração, Ciências Contábeis e Educação e do Instituto de Economia só voltarão ao normal na próxima segunda-feira  (4). A suspensão das aulas se dá por motivos de segurança, de acordo com a própria universidade.

Nos próximos dias, o Corpo de Bombeiros terminará o trabalho de rescaldo e serão testadas as condições estruturais do prédio e a rede elétrica. Ainda segundo a UFRJ, as atividades dos cursos que funcionam em outras áreas do Campus da Praia Vermelha já voltaram ao normal.

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