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Diretora é agredia por alunos em escola municipal na zona norte do Rio

Diretora é agredia por alunos em escola municipal na zona norte do Rio

Atualizado: Segunda-feira, 5 Abril de 2010 as 12

Diretores do Sepe (Sindicato Estadual dos Profissionais de Educação) informaram que irão denunciar na tarde desta segunda-feira, dia 5, ao Ministério Público Estadual a agressão de alunos contra a diretora da escola municipal General Humberto de Souza Mello há uma semana, no Maracanã, zona norte do Rio. Segundo o sindicato, a diretora foi atacada com socos e pontapés ao tentar apartar uma briga entre cerca de dez estudantes com idades entre 12 e 17 anos, no pátio da unidade.

"Vamos acrescentar esse caso de agressão ao dossiê sobre violência contra as escolas públicas que entregamos ao Ministério Público em novembro do ano passado. Assim, vamos provar como a situação vem piorando e profissionais de educação sofrem com agressões e ameaças", afirmou à Folha Online a diretora do Sepe, Edna Félix.

Assustada e com problemas psicológicos, a funcionária pediu afastamento da unidade de ensino. Desde o episódio, no último dia 29, o colégio só retomou as aulas nesta segunda-feira.

De acordo com o sindicato, a agressão contra a diretora só não teve consequências mais graves porque a educadora conseguiu se proteger em um dos banheiros da escola. Após a agressão, os alunos depredaram as instalações da cozinha, viraram latas de lixo no pátio e na rua Oito de Dezembro, onde fica o colégio.

A diretora agredida disse ao sindicato que também foi surpreendida pela mãe de um dos suspostos agressores. "O filho dela inventou que foi agredido pela direção da escola. E em atitude agressiva, a mãe, acompanhada de pessoas da família, teria xingado diversos palavrões fazendo um verdadeiro tumulto no colégio", informou o sindicato.

O Sepe afirmou que a escola General Humberto de Souza Mello já havia feito várias ocorrências de agressões até o ano passado ao governo estadual, sem que nenhuma providência fosse tomada. Segundo pais de alunos, há dois anos um estudante foi morto na porta do colégio após uma briga.

Superlotação de alunos

O Sepe informou que agendou para terça-feira, dia 6, uma audiência com a secretária municipal de Educação, Cláudia Costin, para discutir o assunto. "Ainda não temos informações sobre quais providências foram tomadas", disse Edna Félix.

"Há sobrecarga de alunos, salas de aula lotadas, não há profissionais nos corredores e pátios e os professores ficam sozinhos com os alunos, sem segurança nenhuma. É preciso reduzir o número de alunos em sala de aula. Com 50 ou 60 estudantes em sala é normal que o professor perca o controle. Não existe orientador educacional desde a década de 90 para prestar atendimento psicológico a alguns alunos", disse a diretora do Sepe.

Por: Diana Brito

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