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Editores levantam dúvida sobre o futuro dos dicionários impressos

Editores levantam dúvida sobre o futuro dos dicionários impressos

Atualizado: Segunda-feira, 30 Agosto de 2010 as 1:43

Há mais de um século, o dicionário de inglês Oxford é vendido na versão impressa. Porém, o seu futuro deve estar apenas disponível on-line. A editora responsável pela publicação do dicionário, Oxford University Press, disse, neste domingo (29), que a crescente demanda pela versão eletrônica  já ultrapassou, de longe, a demanda pela versão impressa.

Até o momento em que os dicionaristas responsáveis pela revisão e atualização acabaram o seu trabalho em cima da última edição do dicionário, editores levantavam a dúvida se ainda haverá mercado para a versão impressa.

O dicionário Oxford on-line, atualmente, atinge 2 milhões de acessos dos seus assinantes por mês. A última edição impressa vendeu cerca de 30 mil exemplares desde 1989.

Mercado

“Estamos vendo um crescimento na demanda pelo produto on-line”, disse um editor. “Mesmo assim, a versão impressa continuará, com certeza, sendo considerada se houver demanda suficiente no momento da publicação”.

Nigel Portwood, chefe executivo da Oxford University Press, disse em entrevista ao “The Sunday Times” acreditar que a edição mais recente não será impressa. “O mercado de dicionários impressos está desaparecendo”.

O comentário de Portwood é relacionado, principalmente, ao dicionário completo. Portwood ainda disse que a conveniência do dicionário eletrônico também está afetando a demanda por verões menores do dicionário impresso. Mesmo assim, Portwood sublinhou que a Oxford University Press ainda não tem planos de acabar com a publicação dos dicionários.

Por outro lado, cada vez mais pessoas estão aproveitando a facilidade de usar a versão on-line, que, nos EUA, custa US$ 295 por ano. Lançado em 2000, o Oxford on-line é mais fácil de ser atualizado, recebendo novas palavras a cada três meses.

Postado por: Thatiane de Souza

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