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Educação ambiental é brincadeira em escola

Educação ambiental é brincadeira em escola

Atualizado: Sexta-feira, 27 Agosto de 2010 as 9:04

Quando crescerem, a chance dos alunos do Centro Municipal de Educação Infantil (Cemei) Leonor Motta Zoppi, de Barão Geraldo, se tornarem embaixadores do meio ambiente é grande. Isso porque, até mesmo envolvendo os bebês, a unidade criou um projeto de educação ambiental que mostra a importância do reaproveitamento de materiais, da reciclagem, do plantio orgânico e do descarte correto de poluentes.

O garoto de 3 anos até tem nome que lembra equilíbrio com o meio ambiente: Eduardo Zen é uma das 120 crianças que frequentam a creche diariamente. Na grade curricular, com o mesmo peso das outras práticas, há um espaço determinado, todas as semanas, para atividades no jardim e na horta da escola. Ele adora regar as plantas. Pelo sorriso que estampa no rosto, o exercício tem, para ele, a mesma graça de usar o balanço ou o escorregador da escola. Incentivado pelo jardineiro Sebastião Martins Vital, ele também faz questão de ajudar na preparação do solo.

A ideia do projeto de sustentabilidade aplicado na unidade surgiu a partir do programa Horta nas Escolas, da subprefeitura do distrito de Barão Geraldo, que disponibiliza o profissional para o plantio e a manutenção de canteiros que produzem parte das verduras e dos legumes utilizados nas refeições das crianças. “A cada ano, nós vamos adaptando e incluindo novas atividades”, diz a professora Alessandra Quaresma Prado Gonçalves, umas das responsáveis pelo projeto na escola.

Eduardo e os colegas saem para a aula de meio ambiente animados. Seo Sebastião já dá a dica. “Vamos fazer o papá das plantas”, diz, se referindo à compostagem.

Todos os restos de comida são armazenados em grandes tambores todos os dias após as refeições. As próprias crianças já sabem que a comida que sobrar no prato deve ser colocada num balde especialmente dedicado a isso. Depois, tudo é misturado com a terra e a grama cortada, além de folhas e gravetos, coletados pelo jardim. Nessa hora, as crianças já sabem o que têm de fazer: vão ao monte e cada um enche a mão com um pouco de cisco, traz, joga sobre os restos de frutas e legumes. Seo Sebastião, em seguida, mistura tudo, com a ajuda de uma enxada, ensinando que, depois de cerca de dois meses, a mistura pode servir de adubo para os canteiros. “A planta também precisa de comida para crescer, como nós”, diz Eduardo.

Ivan Reiter também tem 3 anos e gosta de encher o regador para regar as mudas de alface e couve que ele e os colegas plantaram. “Cuidar do meio ambiente é cuidar do mundo da gente”, explica. Os pequenos ambientalistas da escola também já tiveram aulas sobre equilíbrio ecológico, que mostrou que todos os seres vivos têm a sua importância para o meio ambiente e que há formas menos poluentes e mais saudáveis para acabar com as pragas que podem aparecer nos plantios, sem usar veneno. Um exemplo disso está numa antiga jabuticabeira plantada na escola e que já se tornou símbolo de preservação. No período em que os frutos começam a se formar é feita uma pulverização à base de água e folhas de fumo. “É a natureza resolvendo os seus próprios problemas”, ensina Seo Sebastião.

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