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Educação do país saiu da inércia, afirma Fernando Haddad

Educação do país saiu da inércia, afirma Fernando Haddad

Atualizado: Sexta-feira, 13 Junho de 2008 as 12

?O que temos que comemorar é a guinada. É termos saído da inércia?, disse o ministro da Educação, Fernando Haddad, ao anunciar na última quarta-feira, 11 de maio, que o Brasil superou o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) previsto para ser alcançado em 2007. A média nacional é de 4,2 pontos na 4ª série do ensino fundamental. A nota projetada para 2007 foi 3,9.

Mesmo com a boa notícia, o ministro explicou que existe um longo caminho a percorrer para o país atingir padrão de qualidade comprável aos países desenvolvidos ?e à altura do potencial do povo brasileiro?. A explicação para o bom desempenho das redes públicas estaduais e municipais nos exames da Prova Brasil e do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), que constituem a base do Ideb, segundo Haddad, está na decisão que o MEC tomou em 2005.

Naquele ano, o ministério orientou as escolas a estabelecer foco na aprendizagem, determinou que todas as escolas passariam por avaliações e fixou metas a serem alcançadas. ?A reorientação dos sistemas de ensino, na minha opinião, explica os resultados positivos que divulgamos hoje?, disse. Em 2006, com a Caravana da Educação percorrendo os 26 estados da Federação e o Distrito Federal, o MEC reforçou ainda mais esse trabalho. A caravana passou estado por estado explicando o Plano de Desenvolvimento da Educação (PDE). ?Nossa atenção foi para os secretários, diretores de escolas, prefeitos e governadores. Explicamos o trabalho do MEC que envolve mais financiamento, mais gestão, metas, avaliação periódica e divulgação de resultados.?

Desafio

Melhorar a qualidade do ensino médio é o principal desafio do Ministério da Educação e das redes estaduais de ensino. De acordo com o ministro, a evolução do Ideb acontece por etapas. Em 2003 e 2005, verificou-se uma melhora dos índices nos anos iniciais do ensino fundamental; em 2007, aqueles resultados refletiram-se nos índices da 8ª série. Na próxima avaliação, que será em 2009, o reflexo deve aparecer no ensino médio. ?Não se consegue corrigir tudo de uma vez. É preciso compreender que essa é uma boa onda que temos que reforçar.?

Mas o ministro também chama a atenção para as especificidades do ensino médio. ?Para atender o que buscam os jovens, será preciso combinar políticas públicas próprias, porque eles já estão com os olhos voltados para o mercado de trabalho.? Para a juventude que cursa o ensino médio público, o governo federal, disse Haddad, começou com o livro didático, que até 2003 não existia; em 2007, expandiu o Bolsa-Família para jovens de 17 anos; e trabalha agora para oferecer transporte escolar e mais vagas gratuitas em cursos técnicos e profissionais dentro do Sistema S.

Mais recursos

Sobre os investimentos que serão feitos nos sistemas de ensino para consolidar as políticas em desenvolvimento, o ministro explicou que o Plano Plurianual aprovado pelo Congresso Nacional vai agregar, daqui a três anos, R$ 19 bilhões em recursos novos para o ministério. Em 2008 e 2009, estão previstos recursos adicionais de R$ 7 bilhões para programas e ações do PDE, sendo R$ 3,5 bilhões por ano.

Ideb

O cálculo do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica combina o desempenho dos alunos dos sistemas estaduais e municipais na Prova Brasil com dados do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb), em provas aplicadas a cada dois anos. A Prova Brasil é um teste de leitura e matemática para turmas de 4ª e 8ª séries do ensino fundamental (ou 5º e 9º anos, nos sistemas de nove anos). Os alunos do ensino médio fazem o Saeb, que também avalia habilidades em língua portuguesa (foco na leitura) e matemática (resolução de problemas). O Saeb é uma avaliação por amostra.

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