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Em São Paulo, quase 60% das pessoas pagam pela própria qualificação profissional

Em São Paulo, quase 60% das pessoas pagam pela própria qualificação profissional

Atualizado: Segunda-feira, 30 Novembro de 2009 as 12

Uma pesquisa realizada pelo Dieese (Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos), na Região Metropolitana de São Paulo, revelou que mais da metade (59,5%) das pessoas que realizam cursos de qualificação utiliza recursos próprios para o financiamento total ou parcial.

Outros 20,5% usam recursos das empresas em que trabalham e 20% realizam cursos de qualificação gratuitos.

Os cursos gratuitos normalmente são realizados por pessoas que pertencem aos estratos inferiores de renda, o que sugere haver alguma focalização desses programas em favor dos segmentos mais carentes da população, diz o estudo. Já a capacitação oferecida pelas empresas tende a atender preferencialmente à população pertencentes aos estratos superiores de renda.

Sem qualificação

A pesquisa ainda mostrou os motivos para a não-qualificação profissional. Cerca de metade dos entrevistados apontou a falta de interesse.

Entre os demais, destacam-se a falta de recursos (22,6%) e a falta de tempo (18,8%). A ausência de condições de financiamento atinge mais acentuadamente os que se inserem em estratos familiares de menor renda (36,3%), enquanto a escassez de tempo é reportada de forma mais homogênea entre os estratos de renda.

Por: Flávia Furlan Nunes

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