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Enem 2011 não prevê pedido de revisão da nota da redação

Enem 2011 não prevê pedido de revisão da nota da redação

Atualizado: Quinta-feira, 19 Maio de 2011 as 4:51

O edital do Enem de 2011, que será publicado nesta quinta-feira (19) no Diário Oficial da União, não prevê que o estudante possa recorrer da nota obtida na prova de redação. Na edição de 2010, candidatos entraram com ações no Ministério Público pedindo revisão das notas obtidas, mas os pedidos foram negados pelo Inep.

De acordo com a presidente do Inep, Malvina Tuttman, a possibilidade de revisão ainda está sendo discutida com o Ministério Público. Ela considera a reivindicação justa, mas afirmou que, caso fosse dado aos alunos essa possibilidade, os resultados do Enem demorariam muito para serem publicados e isto pode atrapalhar o cronograma das instituições de ensino superior que usam o exame em seus processos seletivos.

"Há diversas formas de perceber essa situação. A vista de provas e recurso é desejável, é um direito do estudante. Mas quando estamos tratando de um exame da abrangência do Enem, ficamos em dúvida sobre os resultados saírem imediatamente para que eles sejam utilizados pelas instituições", afirma Malvina Tuttman.

A correção das provas de redação seguirá o mesmo esquema da edição anterior do Enem. Dois técnicos corrigem o texto e, caso haja divergência maior do que 300 pontos – a nota varia de zero a 1.000, um terceiro professor é chamado para avaliar e dar a nota final.

"Nesse sentido, já consideramos isso [o terceiro corretor] um recurso que atende a coletividade. Essa é uma discussão que estamos tendo com o Ministério Público, que tem feito ponderações importantes e tem sido um parceiro fundamental para repensarmos a grande responsabilidade que temos", disse a presidente do Inep.

Algumas regras de segurança previstas na edição de 2011, como a proibição do uso de lápis, borracha e relógio durante a prova, continuam mantidas. A novidade este ano é um controle maior em relação aos celulares. Ao entrar na sala de aplicação das provas, o candidato terá que desligar o celular e depositá-lo em um porta-objetos, de onde só será retirado depois que terminar a prova.

"O uso de lápis e borracha não está permitido pensando nos estudantes que querem garantir a lisura do processo. Por respeito a eles, temos que coibir a possibilidade da utilização indevida desses materiais", afirma. Segundo Malvina Tuttman, todas as salas terão marcadores de tempo para que os alunos possam se orientar durante a elaboração da prova sem que façam uso do relógio pessoal.

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